Terça-feira, 27 de Agosto de 2013

João Paulo II dizia acreditar nos jovens e que amadurecendo eles aprenderiam a se doar e comprometer-se numa relação. Num livro de autoajuda o norte-americano Steve Carter faz essa constatação: “Se ele tem certa idade e nunca namorou sério, é bem provável que isto não vá mudar. Se o homem tem dificuldade de organizar suas finanças, tem uma história profissional conturbada ou está há anos sem emprego fixo, é melhor se afastar. Infelizmente, os sinais são sempre claros, as mulheres é que têm dificuldade de percebê-los”. Mas isso tudo é numa análise racional e quem procura um amor duradouro fica mais ligado na emoção. No livro Mitologia Grega (vol II, p. 178), conta o mito de Narciso e Eco. O belo jovem - ele se achava o máximo – diz para a moça (é uma poesia do livro Metamorfoses, de Públio Ovídio Nazão (43 a.C-17 d.C):

“Juntemo-nos aqui.

Frase mais doce.

Ela delira e ecoa:

Juntemo-nos aqui.

Vem de braços abertos, anelando.

Mas ele não a quer nem a espera,

Foge, mas antes diz:

Antes morrer do que me unir por amor.

E ela só sabe repetir:

Me unir por amor”.

O professor Junito, explica: “É preciso frisar que Narciso e Eco estão numa relação de opostos complementares, ele é o sujeito e ela é o objeto. Ele quer permanecer em si mesmo e ela quer permanecer no outro. Ambos querem se encontrar e se resolver, mas como se encontram e não se resolvem sobra só uma tragédia. No mito Eco se imobiliza e se transforma numa pedra. Seria, esta situação, o fim da evolução dela, já que os seres inteligentes nascem de Deus e a Ele devem retornar. Porém, tornar-se pedra bruta é regredir e ficar sem espiritualidade”.

Mas se a jovem mulher se decepcionou coma fuga do rapaz ao compromisso, ele também não se dá bem. Conhece o fim de Narciso?   



publicado por joseadal às 02:51
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