Quarta-feira, 11 de Setembro de 2013

Só quando eu e você alcançarmos em nosso homem interior aquela condição que Santa Tereza D’Ávila denominou de sétima morada, conseguiremos ver o que está dentro de nossa fé. Na obra Castelo Interior (p. 93) diz: “é como se, num estojo de oiro, tivéssemos uma pedra preciosa de grandíssimo valor e virtude. Sabemos de certeza que está ali, ainda que nunca a tenhamos visto; mas a virtude da pedra não deixa de nos aproveitar, se a trazemos conosco. E, conquanto nunca a víssemos, nem por isso a deixamos de apreciar, porque, por experiência, temos visto que nos tem feito imenso bem. Mas não podemos olhar para ela, nem abrir o relicário, porque a maneira de abri-lo só a sabe a pessoa de quem é a joia”.

A fé é um estojo com uma pedra preciosa dentro que cremos estar lá, mas não vemos. Porém, quando se atinge tal elevação espiritual aquele que nos deu a fé nos deixa vê-lo, pois Ele é a própria joia. “digamos agora que, alguma vez a queira abrir por instantes para fazer bem a quem a emprestou. Claro está que depois ser-lhe-á de muito maior contentamento, quando se lembrar do admirável resplendor da pedra, e assim ela lhe ficará mais esculpida na memória. Pois, assim acontece aqui: quando Nosso Senhor é servido regalar mais a esta alma, mostra-lhe claramente a Sua Sacratíssima Humanidade da maneira que Ele quer; ou como andava no mundo, ou depois de ascendido ao céu. E, embora seja com tanta presteza, que a poderíamos comparar à de um relâmpago, fica tão esculpida na imaginação esta imagem gloriosíssima, que tenho por impossível que se lhe tire da mente”.

Costuma-se dizer que Deus aparecer e falar ao homem são coisas do passado. Não é, hoje é mais difícil exatamente porque não conseguimos alcançar tal aprofundamento espiritual.



publicado por joseadal às 20:59
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