Sexta-feira, 13 de Setembro de 2013

Em dois parágrafos  pequenos, o escritor Morris West expõe uma coisa muito séria. Desde que nascemos os dias sucederam-se as dezenas, as centenas e aos milhares. A vida se esvai e o que fizemos? Um personagem diz de si para si:

“Toda minha vida foi cheia de acordos. O preço que paguei foi sempre na mesma moeda: fragmentos de mim mesmo. Em cada relação me sugaram um pouco. E contra toda aparência ficava cada vez menos seguro de minha identidade real. Sempre tive a intuição de que acabaria minha vida vazio de todo.

Em momentos como esse a depressão se apodera de mim. Sirvo-me de uma bebida e vou sentar-me a janela. O próximo acordo pode me dar uma posição muito importante no governo. Isso vale alguma coisa. Mas não, nada, mais nada mesmo, merece que minha vida inteira seja uma vacuidade sem sentido”.

Seja de que religião se for, temos a vaga noção – alguns a tem muito forte – de que viemos a esse mundo com um propósito, uma missão. Mas independente dessa tarefa pessoal, para que nossa vida não seja uma vacuidade...

- Um momento Zé, o que é vacuidade, afinal?

Vacuidade não quer dizer "vazio", aquilo que é "oco", mas sim que todos os fenômenos, todas as coisas, existem sob dependência ou interdependentemente, e não por si mesmas. Quer dizer, nada existe por si só mas por dependência, cada fenômeno, isoladamente considerado, é, em última instância, vazio. (segundo o Dicionário informal)

Então, como ia dizendo, para que nossa vida tenha sentido ela precisa de comunhão, não de concessões.



publicado por joseadal às 02:29
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