Sábado, 12 de Outubro de 2013

Olhe em volta de si esse modo maravilhoso de viver da sociedade moderna. Tanta fartura, produtos novos surgindo a cada instante, uma montanha de informação e distrações para todos os gostos. Fabuloso! Mas não para mim e talvez também não para você. Tem um perigo aí. Estava lendo a exposição do filósofo Heidegger sobre esses tempos espetaculares. Ele diz que o perigo é sermos incluídos neste torvelinho que não nos deixa pensar e refletir e quer tornar a todos iguais, sim, felizes moradores desse mundo consumista:

“Em sua preocupação com a mediania, esse sistema opõe-se a toda exceção e originalidade, a gente, eu. E exerce uma regulação niveladora, nos obriga a viver como um ser-público, com uma identidade cotidiana que se mantém independentemente da cultura e do momento histórico.”

O mundo dos shoppings cheios de gente e da mídia que martela nossas cabeças com a ordem de compre, compre, tem por objetivo nos manter numa manada.

“A palavra solicitude realça a permanente diferença insuprimível de um (eu ou você) em relação aos outros. Esta é uma distância que vai aumentando quanto mais se empenham em eliminá-la. Por força desse empenho os outros nos englobam subtraindo-nos a nós mesmos. O poder-ser próprio de cada pessoa se transfere aos outros. Esse todos, torna-se uma potência estranha e anônima que nos domina, e nos coloca sob o senhorio dos outros. Esse senhorio dos outros é justamente uma forma de alienação”.

Não pense que está todo mundo certo e só você - que vê a tolice dessa vida onde se corre igual a um hamestr sem podermos parar para pensar - está errado: quem sou, como vim parar aqui e para onde vou depois da morte. Como disse o filósofo: “o ser-si-mesmo é um poder pessoal que se conquista vencendo o domínio do ser-em-comum”.



publicado por joseadal às 01:55
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