Sexta-feira, 25 de Outubro de 2013

Quando se começa um empreendimento se deve planejar bem. Mas como imaginar, no início, que uma atividade vai se tornar mundial? Como prever, tendo apenas uns poucos colaboradores, que um dia o negócio envolverá embaixadores e advogados de direito internacional? Foi o que se desenvolveu daquela pequena reunião de treze homens, na qual seu líder disse: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mateus 16:17-19).

O livro de Henry Morton Robinson, O Cardeal, nos leva a uma reunião dentro do Vaticano, onde um funcionário de alto nível conversa com um que inicia nova função: “A Congregação dos Negócios Eclesiásticos devota-se a manter relações amistosas entre a Santa Sé e as nações soberanas do mundo. A Igreja acomoda-se a todas as formas de governos contanto que os direitos de Deus e da consciência cristã de cada criatura sejam ressalvados. Quero deixar-lhe claro que a política interna desses governos, seus tratados comerciais, diplomáticos e militares com outras nações, não interessam ao Vaticano a não ser que ameacem o livre exercício da fé cristã”.

Aquela incipiente atividade dos doze homens que acreditaram no propósito de seu Instrutor era, então, completamente despojada - “E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara. Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos. Não leveis bolsa, nem alforje, nem alparcas” (Lucas 10:2-4) - tornou-se extremamente complexa.

Em outra reunião discute-se os interesses da “firma” na Polônia: “O Cardeal leu atentamente o relatório e disse aos seus assistentes com vozeirão grave: Informa o núncio apostólico de Varsóvia que o governo comunista mandou desbaratar uma procissão, que três igrejas foram incendiadas e sete escolas católicas foram fechadas no país. Não preciso dizer-vos que a Constituição Polonesa de 1919 foi rasgada pelos sovietes. É desejo do sumo Pontífice que seja apresentado um protesto enérgico ao embaixador junto à Santa Sé apontando as cláusulas da Constituição que dão garantias explícitas à Igreja de inteira liberdade de culto e de ensino. Na hipótese de não produzir resultados o Santo Padre está disposto a enviar um legado à Varsóvia”.

Que instituição imensa se tornou a pequena congregação que tinha Pedro como representante da pedra fundamental.  



publicado por joseadal às 12:05
mais sobre mim
Outubro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11

13
14
17
19

20
21
22
24
26

28
30
31


pesquisar neste blog
 
tags

todas as tags

blogs SAPO