Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013

Quando vemos as manifestações – e estão acontecendo pelo mundo afora – de pacíficas tornarem-se violentas, ficamos perplexos, mas Walter Benjamin, em seu livro Arte e Política (p.32), lembra:

“Desde Mikhail Bakunin, não havia um conceito radical de liberdade.

(Bakunin oi um teórico russo do précomunismo - 1814-1876)


Depois dele os surrealistas foram os primeiros a liquidar com o ideal fossilizado de liberdade dos moralistas e humanistas, porque sabem que ‘a liberdade, que só pode ser adquirida neste mundo com mil sacrifícios, quer ser desfrutada, enquanto dure, em toda a sua plenitude e sem qualquer entrave pragmático. A causa da libertação da humanidade em sua forma mais simples, a libertação total, é a única pela qual vale a pena lutar até a morte”.

Esse é o encadeamento do pensamento do revoltado com a maneira de ser da sociedade: se a liberdade só pode ser adquirida com mil sacrifícios, então depois de conquistada quer ser desfrutada, enquanto dure, em toda a sua plenitude e sem qualquer entrave. Assim pensam os gays que tendo sofrido tanto para ter um espaço num mundo hétero vão querer fazer tudo o que quiserem. É o caso do jovem que lutando contra um estado de coisas que entende falso e injusto, acha que pode ir às últimas consequências.

Em que situação fica a maioria que não quer mudar nada?  



publicado por joseadal às 11:11
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