Sábado, 14 de Maio de 2011

Quando o economista Rodrigo Constantino começou seu artigo em O Globo de 03/05/2011 citando Roberto Campos: “O Estado fica melhor como um jardineiro que deixa as plantas crescerem, do que como um engenheiro florestal que as encurrala em canteiros simétricos” - sei não, quando estive nos jardins de Versailles achei que as plantas arrumadas com simetria também ficam lindas - vi logo que a opinião dele era de direita. Conservadora? Se acharmos que o capitalismo conforme os norte-americanos ensinam é o único jeito de cuidar dos povos, então é ser conservador.

Mas Rodrigo diz: “O capitalismo de Estado é o modelo mais próximo do socialismo. Ele existe quando o poder do Estado é tão grande a ponto de asfixiar a iniciativa privada. Os que defendem este modelo dizem que o Estado é a grande locomotiva que garante a prosperidade da nação. Este modelo leva ao autoritarismo por meio da crescente concentração de poder na casta governante”. Ele está falando do modelo PT de governar.

Mas levanta uma questão que deve nos fazer refletir para não acontecer de novo o “Pra Frente, Brasil”, o pau comendo e a maioria do povo não estava nem aí. “No capitalismo de Estado a política deixa de ser um meio de alavancar negócios; ela é o grande negócio. Burocratas e políticos passam a controlar a máquina estatal. As leis deixam de ser isonômicas, passando a representar um braço dos privilégios. Como dizia Octávio Paz, ‘é a vida privada incrustada na vida pública’. A troca de favores é o meio para o sucesso. Não os méritos ou a eficiência, o melhor atributo é ser ‘amigo do rei’. É um modelo insustentável que beneficia os governantes e seus apaniguados”. E a gente só vê o Bolsa Família e o Pré-sal.

É o que o mestre Jesus ensinou, dito em palavras do vernáculo: não se pode olhar só para o umbigo da gente, é preciso vigiar e orar.

Constantino disse que o que aumenta o perigo é que “não há lideranças políticas confrontando isto, apesar dos 44 milhões de votos na oposição. Falta quem lute pela substituição desta política pelo império da lei e da ética”.

Que tal começar por cada um de nós. Levantemos a voz em toda ocasião para criticar e exigir um governo que queira mesmo ver o Brasil como uma das lideranças do mundo em sua visão afável, confiante e espiritualizada do mundo.



publicado por joseadal às 00:20
Infelizmente, até aqueles que levantam a bandeira da ética e buscam iniciativas para mudar a situação atual, seja na política, seja na vida em sociedade, seja criando entidades de assistência àqueles menos abastados, são muitas vezes julgados como se agissem da mesma maneira que aqueles que se encontram atualmente à frente de tantas irregularidades.
Muitos de nós se prontifica a assumir um papel para mudar a vida de dificuldades pela qual nossos cidadãos atravessam e, por falta de conhecimento das pessoas, são julgados como se antiéticos fossem; como se estivessem ali para se beneficiarem da inocência alheia, como fazem muitos de nossos políticos e governantes.
ão gosto de julgar sem conhecer. Procuro não generalizar achando que todos que colocam a cara na reta são pessoas querendo levar alguma vantagem pessoal. Acredito nas pessoas, mesmo que isto acabe por me decepcione depois. É preciso crer que as pessoas são boas. Sua natureza é boa. Algumas é que se desvirtuam. Então, prefiro continuar crendo que tudo será melhor sempre.
vanice ferraz a 15 de Maio de 2011 às 03:22

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