Sexta-feira, 03 de Junho de 2011

Certo dia, pedalando por uma trilha passamos ao lado de uma cascata em que a água batia numa laje de pedra e escorria leito abaixo. À luz da tarde dava uma cor de ouro velho ao granito. Um colega refletiu: "É muito bonito. Gostaria de ficar sentado ali..." Olhei para ele esperando uma continuação da frase, tipo: "...planejando com vagar uma coisa", ou "...pensando na vida". Não, ele nada mais disse. Queria mesmo só ficar sentado ali vendo a tarde bonita passar.

Lembrei-me desse momento lendo este trecho do livro Grupos Criativos: "O horário de quem trabalha devia diminuir, mas trabalha-se cada vez mais e a atenção, os investimentos, a formação profissional dedicados ao trabalho aumentam na mesma proporção. Família, empresa e sociedade reservam um cuidado preocupante à formação dos jovens para o mercado de trabalho. Nada acontece em favor do tempo livre. Na verdade tanto o trabalho quanto o tempo livre podem dar seus bons frutos desde que cultivados de modo que o primeiro não degenere numa existência embrutecida e alienada, e o segundo não se torne tedioso, levando às drogas e à violência. Para a massa fala-se em tempo livre só como ocasião para consumir e que os operadores turísticos disputam para dar mais lucro aos comerciantes. De alguns decênios para cá o tempo médio de vida começou a aumentar, agora supera 200 mil horas. Somente com uma séria preparação pode se livrar do tédio os que tem esta sobra de tempo e lhes mostrar quantas oportunidades se abrem”.   



publicado por joseadal às 00:37
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