Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

Foi assim, como num milagre. Países atrasados e esnobados pelos mais ricos, começaram a crescer muito e vencer com menos perdas as crises financeiras provocadas por aqueles ricos que não encontrando mais graça no trabalho encheram seus negócios de falcatruas e desmandos. A Índia, a China e o Brasil estão cheios de vitalidade para trabalhar. Qual foi a fonte desta reviravolta? O italiano estudioso de economia, Domenico Masi, encontrou a seguinte explicação: “Frente aos efeitos perversos do modelo industrial, frente ao cinismo do mercado agressivo, à indiferença às vítimas do progresso, surge um modelo alternativo capaz de criar e distribuir a riqueza com igual eficiência, substituindo a opulência de poucos pela fartura moderada e difusa, a competitividade destrutiva pela solidária”.

Sim, mas de onde vem esta visão mais terna dos outros? “Esses povos têm, eles também, suas contradições, mas conseguiram no tempo de suas agruras conservar uma disposição à alegria, à sensualidade, ao acolhimento e à festa grupal, que aqueles povos já deixaram de ter. Assim, é mais provável que os latinos e orientais elaborem um novo modelo de sociedade finalmente capaz de assegurar a todos a serenidade econômica sem exigir a renúncia à plenitude do espírito, à alegria, aos jogos e ao convívio. Um modelo de vida que dê a cada um condições de manifestar sua identidade e realizar sua própria essência latente. Esta nova atitude perante a vida e o ganhar dinheiro para viver nos permitiria reconciliar a criatividade com a felicidade, o trabalho com o ócio prazeroso, tornando-nos pronto a acolher o novo que sempre vem”.

Stefan Zweig, vivendo um tempo no Brasil, no final da década de 1930, elaborou  um livro cujo título se tornou uma espécie de zombaria, mas que ele vislumbrou como coisa séria, Brasil, país do futuro. Lendo-o verás o país que um operário vislumbrava e lutou para ver funcionando. Não li, ainda, nenhum comentário dos estudiosos da política internacional e do mundo árabe, sobre alguma relação entre as revoluções no mundo muçulmano e o exemplo que demos ao mundo escolhendo um trabalhador para dirigir nosso destinos e renegando os intelectuais que nada faziam para mudar seu país, mas tenho absoluta certeza de que nosso exemplo está repercutindo no mundo e lá, entre os árabes, fazebdi-os sacudir de cima de si o arcaísmo apodrecido. 



publicado por joseadal às 15:08
Gostei muito da clareza do seu texto( de seus pensamentos). Estamos sim, caminhando para uma sociedade igualitária, e dando exemplos a todo o mundo.
Fabiano a 10 de Junho de 2011 às 17:03

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