Domingo, 03 de Junho de 2012

O mesmo jornal mas com visões divergentes do mundo, um no
caderno de Economia o outro no Segundo caderno. No primeiro, a participante da
Associação Latino-Americana de População, Suzana Cavenaghi, diz: “A saúde
econômica, social e ambiental do planeta depende de uma diminuição urgente do
nível de consumo dos mais ricos”.  

O primeiro bem da Terra que é desperdiçado sem cuidado é a água. Os astrônomos
procuram com muitos esforços mananciais de água em outros corpos celestes, é
raríssimo. Nós não tratamos a água com o respeito que ela merece: “Em 2005, 1,8
bilhão de pessoas viverão em áreas com severa escassez de água. Uma pessoa num
país rico usa até 50 vezes mais água do que outra numa nação pobre”.

Outra riqueza maravilhosa é nossa atmosfera, uma mistura equilibrada de gases que
sustentam a vida. Mas nós o usamos tão criminosamente! Ela diz: “Os 20 países
desenvolvidos e os emergentes têm uma emissão de gases-estufa que supera em
mais de 50 vezes todos os países mais pobres”.

A litosfera do nosso lar sideral é constituída de diversos minerais que a humanidade aprendeu a usar para fazer nossa
vida mais confortável. Mas estamos arrancando cada vez mais minérios: “De 1960
a 2007 a produção de cobre e chumbo quadruplicou e a do tântalo e nióbio
(usados em dispositivos digitais) no mesmo período aumentou 77 vezes. A
ascensão dos BRICs que aliam o crescimento demográfico desordenado dos pobres
ao sobreconsumo dos ricos, fará com que a Terra não seja suficiente para atender
a demanda por água, alimentos e outros recursos”.

(fachada de um hotel em Bananal, SP, mas aqui pertinho de Volta Redonda)

No outro caderno o cronista de Nova Iorque, Eduardo Graça,
fala de um uso espetacular do nosso planeta: “É domingo, faz sol, e saio numa
longa caminhada pelo Brooklyn e o East River. Começo admirando sem pressa a
praia mais disputada da cidade com esteiras e roupas de banho coloridas dividindo
o espaço democraticamente com operários das obras que estão transformando a rua
12 Norte. No Parish Hall, sento-me perto da porta de entrada e admiro as
paredes de tijolos brancos até que chega o prato com porções pequenas com
ingredientes leves: sanduíche com queijo cheddar, maça,mostarda e aspargos
frescos grelhados como guarnição. Para beber, chá verde da casa. Então, sigo em
direção a ponte de Williamsburg e em meia hora estou dentro da Simon Preston
Gallery, sentado num banco branco e vendo um vídeo do austríaco Hans Shabus.
Mais tarde, volto caminhando com as próprias pernas pensando na eterna mutação
do mundo”. Poxa, o cara fez tanto, curtiu muito e quase não mexeu com este mundo lindo.   

Como bem disse um advogado que conheci ontem: Estou
resolvido a ter uma vida sem desperdícios e feliz. É possível, sim.



publicado por joseadal às 02:04
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