Quinta-feira, 28 de Junho de 2012

 

Não é mais para mim, mas é bom contar para vocês, meus amigos (as) jovens e meus netos. Li agora mesmo um jogo de palavras que só um grande escritor como Morris West pode compor. O livro é O Verão do Lobo Vermelho e fala do amor romântico:

"Quem já esteve na terra do amor sabe como é, quem não a conhece nem o maior poeta do mundo poder descrevê-la. É uma terra sempre verde onde as flores se espalham por toda parte. As alvoradas são douradas e as noites repletas de segredos. A língua que se fala ali é suave e fácil de aprender. Podem fazer-se ali as coisas mais loucas e maravilhosas, como rir, gritar e chorar. Outros que estão lá fora nos vêem e ficam sem saber como encontramos o caminho".

É mesmo lindo o estado de alma dos apaixonados. Mas no mesmo folego, Morris avisa: "Mas há problemas na terra do amor. Esquece-se de que se trata de um lugar de ilusões, e que, quando se sai dele, ficá-se muito vulnerável. Mesmo ali, na terra de sonhos existem armadilhas e abismos que se abrem de espaço em espaço sob os pés descuidados. Quando se cai em si, vê-se que as belas palavras e as promessas sinceras são uma névoa que o vento leva. As loucas piruetas e danças parecem então apenas idiotices de um palhaço. Mas como eu ia saber disso tudo com todo aquele calor dentro de mim?"

Nós, os mais vividos, que  entramos e saímos deste local mágico do amor eros - alguns mais de uma vez - da terra mágica da paixão, tentamos alertar o apaixonado para os obstáculos que ele não vê. Mas estamos esquecendo que quem está no país do amor não consegue escutar os insensíveis que estão do lado de fora. 



publicado por joseadal às 12:51
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