Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

Há tantas coisas para se fazer, uma tal variedade de profissões, artes e estudos que ninguém consegue dar conta de tudo. Uns gostam de fazer ciclismo, outro prefere corrida, rapel, salto de paraquedas, asa delta, surfe, esqueite, bilhar, e por aí vai. Não é mal um ciclista tentar fazer a cabeça de quem não pratica nenhum esporte para vir pedalar, mas mudar a idéia de um motoqueiro, insistir com ele para trocar a 'robusta' por uma 'magrela', nem pensar.

Estou falando isto tudo a propósito de um panfleto que um evangélico me deu na rodoviária. Não, não estou me referindo ao proselitismo dele pra cima de mim, mas pelo que estava escrito no prospecto.

No tempo de Jesus, ano 783 da fundação de Roma, já havia muito para se preencher a vida. O mestre tinha um objetivo, começar uma nova era baseada no amor. Que coisa efêmera é esta emoção! Quem se interessaria por levar a vida baseando-se nisto ao invés de na ambição, na violência ou na luxúria. Ele saiu procurando por esses.

Ele nasceu, propositalmente, no meio de uma gente que tinha uma cultura messiânica, quer dizer, nasciam e cresciam ouvindo em casa, na sinagoga, nas ruas, que um dia nasceria um Salvador que consertaria o mundo com justiça. Então apareceu Jesus de Nazaré com uma mensagem de dias melhores, mas não conseguida pela Justiça ou pela Força e sim pelo Amor. Não combinava. O discurso era o que os judeus aguardavam ouvir, mas os meios, a filosofia daquele mestre, não era a que esperavam.

 

Um dia Ele leu na sinagoga de sua cidade uma passagem das Escrituras Sagradas [a mesma que está no "santinho" que o "crente me deu]: "Ele foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimentos sem fim. Era como alguém que desprezávamos. No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. Deus diz: 'ele não cometeu erro algum, mas está sofrendo o castigo que muitos merecem e assim os seus crimes serão perdoados", Isaias 53:3-5.

Isto estava escrito há 700 anos, mas ninguém ligava esta profecia ao Messias. Ora, para a maioria o Salvador viria, de preferência, num cavalo branco. Mas têm aqueles que se ligam nos mistérios. Pode ser um pescador, como Pedro; um fiscal de impostos, como Mateus; um advogado, como Paulo; ou um médico como Lucas. Tem gente que guarda um espaçozinho em sua cabeça para pensar estas coisas.

Um desses há muito tempo guardava esta dúvida em seu coração, aproveitou e perguntou: "Mestre, de quem falou isto o profeta, de si mesmo ou de algum outro?"

"Quer saber? Eu te explico". E Jesus 'fez a cabeça' dele. Ele era o Messias prometido.

Bem, nós continuamos cheios de coisas para pensar, mas guarde em si um recanto para prestar atenção no insondável.                   



publicado por joseadal às 23:45
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