Quinta-feira, 06 de Outubro de 2011

No livro A Insustentável Leveza do Ser a heroína é uma jovem - com quê, 18 ou 20 anos? - chamada Tereza. Ela é bonita, mas por algumas coisas que passou tornou-se diferente das outras moças: "Achava idiotas os adolescentes que passavam por ela com rádios barulhentos nos ouvidos. Não percebia que eram modernos. Em um mundo de despudor, onde a juventude e a beleza têm o sentido distorcido e onde as pessoas vivem como que num gigantesco campo de concentração onde tentam parecer idênticos e tornar suas almas invisíveis, ela tinha o vício de longas e repetidas permanências diante do espelho. Seu desejo era não ser um corpo como os outros e ver sob a superfície de seu rosto a tripulação da sua alma surgir. Não era fácil porque sua alma medrosa escondia-se no fundo de suas entranhas, com vergonha de aparecer".

Apaixonei-me por esta mulher imaginando-a como era Lili nesta idade, que só conheci por fotografias. 

Tereza esta assim até que encontra Tomas, "alguém que não conhecia e diferente dos homens tolos que lhe dirigia pilhérias obscenas; e ainda uma coisa: tinha um livro aberto nas mãos".

Cara, que Tomas que nada, era José!



publicado por joseadal às 23:59
Já vi que Lili é igual a José Adal. Gosta de ler. Ah! se todos gostassem. Ler é como viajar nas páginas junto com o autor.
Adquiri, neste período em que estive me recuperando do acidente, a obra "O escafandro e a borboleta". José Adal... que obra! Só de imaginar que cada letra ali editada, foi possível por causa de um piscar de olho, fiquei muito emocionada ao ler. O livro conta a vida de um homem, jovem ainda, que foi editor da revista Elle de moda de Paris, que sofreu um AVC e foi acometido por uma síndrome conhecida por "síndrome de Locked In". Ele ficou todo paralisado e só conseguia piscar o olho esquerdo. E foi com este olho que ele conseguiu se comunicar com uma fonoaudióloga que desenvolveu a técnica para ele ditar as letras para formar as palavras. E assim este homem editou seu livro. Um exemplo de vida. Eu, no meu pequeno sofrimento quando me recuperava em casa, assisti ao filme baseado nesta obra. Vi que o meu sofrimento era um nada. Ele veio parar nas minhas mãos num ótimo momento. Me fez ver que o que se passou comigo era algo muito passageiro. Ele, o autor, viveu um infinito preso naquele corpo inerte. Foi uma lição de vida.
vanice a 7 de Outubro de 2011 às 11:42

mais sobre mim
Outubro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11

16
18
20
21

23
24
25

30


pesquisar neste blog
 
tags

todas as tags

blogs SAPO