Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011

Em 1839, enquanto D. Pedro II, menino, era preparado pelos regentes para assumir o trono do Brasil, na França, um homem chamado Jacques Perthes, geólogo amador, encontrou ossos humanos petrificados. Mostrando-os a professores de medicina na universidade deixou-os intrigados. Eram partes do esqueleto de um adulto com 1,60, de tórax longo e pernas curtas, pés largos com dedos grossos e um crânio achatado com a nuca em forma de coque. Um antropólogo sentenciou que eram de um indivíduo deformado. Mas, como se tivesse chegado o momento da humanidade ficar sabendo que houve homens diferentes antes de nós, começou a ser encontrado muitos outros fósseis assim.

 

O meado do século 19 foi uma época muito bíblica e nem os mais famosos estudiosos ousavam contradizer a Bíblia. Mas era hora de a verdade que estava escondida aparecer. Em 1859 Charles Darwin publicou A Origem das Espécies e Perthes escreveu: "É ali, nas cavernas, que vamos encontrar evidências de como viviam os neandertais. Eles devem ter deixado traços de seus artefatos, pois todo ser humano é um artesão". 

O livro As Civilizações Pré-históricas explica: "Em todo caso não é exato o que os sábios do século 19 pensaram: que o Neandertal fosse um intermediário entre o macaco e o homo sapiens". Eles não foram nossos parentes, foi uma espécie que não se adaptou e acabou. E, por incrível que pareça foi na Bíblia que os cientistas encontram uma explicação mítica para o desaparecimento daquela espécie de hominídeos: "É no velho mito de Caim e Abel que se compreende o que aconteceu. O pleistoceno chegou, a Europa enfrenta a quarta era glacial designada Wurr. Há 50.000 anos Abel não sabe plantar, Caim já é um agricultor. Eles se encontram, são diferentes. Este não aceita o outro como um irmão e como tem armas melhores o mata. Mistério. Será que foi isto que aconteceu? Ainda não temos provas".

Assim, no nebuloso limo do passado esconde-se divergências, temores e preconceitos que se apóiam no terrível medo de conviver com um ser diferente.                    



publicado por joseadal às 23:15
Ter medo, ou porque não dizer preconceito, do diferente é costumeiro. É preciso entendermos que todos somos diferentes, um ser único e especial.
vanice a 14 de Outubro de 2011 às 14:42

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