Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

Logo no primeiro livro, Gênesis, a cidade de Babel - seu primeiro nome - aparece como tendo sido construída por um rei, Ninrod, que era "contra Deus". O livro sagrado trata Deus, o criador de todas as coisas, como um velho patriarca que é desafiado por seus filhos, fossem homens como esse caçador, fossem anjos - filhos em outra dimensão - como Lúcifer. Mas os que estudam arqueologia vêem a capital Babilônia não como a meretriz abominável do último livro da Bíblia, Apocalipse, mas como uma mãe fecunda e a orígem de muitas ciências. O filósofo Martin Heidegger diz (em espanhol): 

   

"La historiografía egipcia se había desarrollado sobre la base de los anales reales y de los epitafios, concebidos con el propósito inmediato de inmortalizar las hazañas memorables de los muertos. Otros pueblos orientales, a medida que adoptaban la escritura y que se organizaban en Estados civilizados, comenzaron a preservar anales y crónicas, de forma y contenido semejantes a los de los babilonios y los egipcios, y hasta cierto punto inspirados en ellos. La influencia babilonia fue, con mucho, la más importante, dado que la mayoría de los Estados orientales adoptaron la escritura babilonia y que seguramente al principio importaron escribas babilonios para que realizaran los correspondientes trabajos de escritura.

Em Babilônia a escrita cuneiforme - em tábuas de barro, um primitivo tablet de hoje - aperfeiçoou-se, a Astronomia e suas aplicações na agricultura e nos calendários se desenvolveram e a História, a Matemática e a Gramática se afirmaram. Então me diga, por que a Bíblia, tida por muitos como a Palavra de Deus para os homens e como o relato do desenvolvimento da cultura judaica-cristã por outros, é tão radicalmente contra Babilônia? Se descobrir te conto e se você souber a resposta me diga.



publicado por joseadal às 22:15
Alguns "pintam" Deus como um pai vingativo e mal. Se interpretarmos a Bíblia "ao pé da letra" é assim mesmo que veremos Deus. Perverso e castigador. Talvez tudo isso se dê em virtude de interesses da época. Talvez fosse necessário afirmar que Deus nos castiga. Mas não podemos acreditar que Deus é isto. Deus não seria perfeito, justo e igualitário. Seria algo cruel que viveria para se vingar dos filhos que não agem segundo sua vontade.
Então não seria Deus. Porque o Deus que eu conheço é um Pai carinhoso que nos quer bem; que fica feliz quando um filho que se desviou de seus planos, volta arrependido e o aceita; que recebe de "braços abertos" todo aquele que criou, assim como um pai carnal recebe de volta um filho seu.
Vanice Ferraz a 23 de Outubro de 2011 às 14:09

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