Sábado, 29 de Outubro de 2011

Há a morte, o fim do ser, do Eu-sou?

Ainda, Martin Heidegger, diz [capricha aí no espanhol, você consegue entender]:"Este haber sido, como aquello a lo que me encamino anticipadamente, hace un descubrimiento en ese caminar mío hacia él: es el haber sido de mi mismo. Como tal pasado descubre mi ser-ahí como algo que una vez deja de estar ahí; de pronto ya no estoy entre estas y aquellas cosas, entre estas y aquellas personas, entre estas vanidades".

Sim, meu pai Gumercindo, homem inteligente e empreendedor, amealhou pela vida tanto conhecimento que quando exumei seus ossos, colocando-os numa urna e segurei nas mãos seu crânio descarnado, senti vivamente a tolice que seria um ser se acabar, nada restando dos feitos, do saber conquistado com muito esforço e da experiência adquirida, se apenas acabasse. Mas a morte, mesmo não querendo pensar nela, está nos esperando e se aproximando.

"El final de mi existencia, mi muerte, no es algo que interrumpa de repente una secuencia de acontecimientos, sino una posibilidad conocida de una manera u otra por el ser-ahí: la posibilidad más extrema de sí mismo, que él puede abrazar, apropiársela en su aproximarse. El ser-ahí tiene en sí mismo la posibilidad de encontrarse con su muerte como la posibilidad más extrema de sí mismo. Esta posibilidad más extrema de ser tiene el carácter de lo que se aproxima con certeza, y esta certeza está caracterizada a su vez por una indeterminación absoluta".

A filosofia percebe a morte como um acontecimento inevitável que o ser Eu-sou tem de enfrentar, mas o paradoxo, o mesmo que envolve o cataclismo final de nosso planeta avisado por Jesus e inúmeros profetas, é de que apesar de absolutamente certo de acontecer e impossível de evitar, "do dia e da hora (o momento exato) ninguém sabe, nem o Filho, nem os anjos, mas somente o Pai".

Então, o pensamento: viver como se este dia fosse o último de nossa vida é uma impossibilidade para o ser que vive como se nunca fosse morrer.



publicado por joseadal às 12:56
O mais legal que ouvi sobre a morte é que quando morremos estamos nascendo para outra vida. Morrer é isso: é nascer de novo. Quando alguém querido nasce para outra vida, deixa aqui a saudade. Por isso sofremos e não queremos enfrentar esta despedida. Mas o tempo se encarrega de nos confortar e nos acalentar para um novo encontro.
Vanice Ferraz a 6 de Novembro de 2011 às 16:47

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