Terça-feira, 01 de Novembro de 2011

"Ao homem resta viver uma só vida e depois segue o julgamento" (Hebreus 9:27).

Não adianta dizer que estas são só palavras de Paulo, um homem. Neste momento, como em muitos outros, ele estava inspirado. A única vida do homem é um mistério que requer meditação, mas é também um aviso para se aproveitá-la bem, sem perder de vista o julgamento.

No livro que estou relendo, O Verão do Lobo Vermelho, fala de um encontro de amigos que na língua antiga da Escócia, o gaélico, chama-se ceilidh:

"Os convidados formavam à primeira vista um estranho conjunto, mas, ao fim da sopa estávamos debatendo, muito felizes, uma miscelânia de assuntos. Cada qual tinha de dizer o que pensava para provar que tinha cabeça. Depois, cantamos juntos.

[uma mulher comenta] - Esquecemos a maneira de gozar a vida assim. É tudo tão simples!

[e o dono da casa diz] - Talvez seja porque enchemos a cabeça de muita coisa inútil como bens materiais, lucros, impostos, ao mesmo tempo em que temos todos os vendedores do planeta, a todas as horas do dia, gritando que precisamos ter seus produtos.

[uma doutora é enfática] - Mas não podemos continuar a viver assim. Metade das pessoas que vão me procurar no consultório sofrem apenas de desgosto com o mundo.

[e o homem que está interessado nela e que narra a história, pergunta] - E o que você receita a elas?

[ela confessa] - Dou-lhes um pouco de atenção e amor, mas meu estoque não dá para todos, e assim recorro aos tranquilizantes.

[o dono da casa pontifica] - Nas cidades somos forçados a competir".      

Oh, meu Deus! Não necessitamos de tanta coisa e ser obrigado a pagar por elas e trabalhar sem parar para poder pagá-las. Esta vida precisa é ter mais encontro de amigos!            



publicado por joseadal às 21:43
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