Quinta-feira, 03 de Novembro de 2011

O livro Os Canhões de Navarone relata o desafio que um grupo de assalto venceu para entrar nesta ilha do mar Egeu e destruir os enormes canhões que impediam o avanço da marinha aliada. O único ponto de Navarone menos intensamente vigiado pelos alemães era um despenhadeiro, um rochedo de 130m e a pique sobre o mar. Por ali o grupo de cinco homens, veteranos da guerra, subiram vencendo todos os limites pessoais.

"Foi uma escalada sem comparação possível e que nunca voltariam a repetir. Uma escalada que os obrigara a empregar a fundo toda habilidade, coragem e força, até a sublimação. Eles nem suspeitavam que tais reservas, tais recursos ilimitados existissem dentro deles. A subida foi um pesadelo. Era uma madrugada fria, com chuva torrencial e ventania. A agonia amorteceu o perigo de escalar aquele paredão vertical desconhecido, pendurados pelos dedos das mãos e dos pés, e de enfiar centenas de cravos, passar cordas e continuar subindo polegada por polegada na escuridão. Desconheciam a fonte, a origem daquela força que os levou até o alto".

Reproduzi este trecho porque me emocionou e porque retrata bem o que senti algumas vezes em pedadas de 14 e 16 horas, tocando a bicicleta por180 km em estradas de chão e subidas íngremes. Noite fechada, os músculos todos doendo, a virilha queimando de horas e horas sobre o selim e a gana de terminar o percurso e chegar em casa. (foto do amigo João Bosco retratando a subida estenuante de João2010 num trecho da trilha Procurando Passa 20)

Uma vida sem momentos de superação assim é uma existência vazia. Dificilmente a pessoa que viveu em sedentarismo poderá dizer, completamente esgotado, o que nosso Senhor Jesus disse: "Pai, receba meu espírito!"                 



publicado por joseadal às 21:42
Depois de atravessarmos um brejo, encontramos pela frente esta subida íngreme. Tínhamos duas opções: Subir ou subir... Não foi fácil, mas chegamos ao topo. Depois foi atravessar o rio preto com a bike nas costas e enfrentar um subidão para enfim, chegar a Passa Vinte.
Ótimo passeio!
João Bosco a 3 de Novembro de 2011 às 23:06

Muitos de nós não gostamos de nos entregar e deixar de cumprir um desafio. Me dê um desafio e verá o que sou capaz de fazer. O meu acidente mesmo. Para mim, foi um grande desafio me recuperar e ter coragem de voltar a pedalar. Meus colegas de trabalho devem me achar meio louca. Sabe o que digo quando perguntam se já estou boa? Digo: "Estou ótima! Aquele tombo foi muito bom pra mim. Aprendi muito com ele. Foi muito bom!"
É assim que encarei este desafio que a vida me proporcionou. Como um grande aprendizado.
Vanice Ferraz a 6 de Novembro de 2011 às 12:47

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