Sábado, 05 de Novembro de 2011

Em 67 anos vi e ouvi um bocado de coisas. Ouvi no rádio, por exemplo, Jerônimo, o Herói do Sertão e, bem depois, jovem de topete com brilhantina, Bill Haley cantando Ao Balanço das Horas. E vivi emoções como a de ir para escola dependurado no estribo do bonde, a um passo de uma queda mortal e com o cobrador passando por cima da gente correndo ainda mais perigo; era muito, muito pior que um caminhão 'pau-de-arara' e ninguém denunciava, achavam até bonito emocionante. Considero ter vivido (e sobrevivido) uma vida longa pois vi o mundo mudar muito. Mas este tempo todo não é um grãozinho quando comparado ao tempo que minha mãe, a Terra, já existiu. Num tratado de Geologia li este trecho impressionante que narra só 3 milênios na existência de minha velha e sempre jovem mãe:  

"Com o fim da Era Glacial no décimo milênio a.C, a Terra aqueceu lentamente. As geleiras derreteram deixando nas planícies grande rochedos espalhados irregularmente. Toda água congelada foi libertada contínuamente elevando o nível dos oceanos e deixando submersas antigas vilas de pedra dos velhos homens. [em Madureira, no alto dos morros, vê-se grandes pedras negras semeadas, mas não, o chão foi lavado e elas, antes enterradas surgiram formando, visto de longe, um bolo com passas em cima] O estudo dos troncos petrificados indicam que a média da temperatura no verão europeu em 8.000 a.C era de 8ºC e, mil anos depois, estava em 12ºC. O clima foi ficando cada vez mais ameno. Naquele milênio, nas primaveras, as terras próximas ao Mediterrâneo eram tundras onde as renas precisavam escavar a neve com as patas para comer musgos e liquens, mas no ano 7.000 a mesma região já estava coberta de florestas com salgueiros e carvalhos".         

Como nossa mãe Terra se renova! Igual àquele aquecimento hoje passamos por outro que também vai mudar muito nosso planeta. Quem estiver vivo lá adiante, verá. Sim, porque como lembra aquela música de Cazusa, 'o tempo não para, não, não, não para'.



publicado por joseadal às 11:21
Gosto muito de lembrar, como você, tudo que já vivi nesta mãe Terra. Já andei, quando menina, na borda de riachos lá na minha terrinha (Fontes-Piraí) e, vez ou outra, nadava naquelas águas que já não são mais as mesmas, sem me dar conta do grande perigo que corria. Minha mãe nunca sonhou com o que fazíamos. Crianças! Quanta ingenuidade...
Nosso mundo vive em constante mudança e, realmente, muitas estão por vir. Estaremos aqui sim. Segundo minha crença religiosa, não neste corpo de agora, mas, com certeza, num outro corpo que nos abrigará numa nova era. E, com certeza, nos encontraremos novamente porque a vida se encarrega de nos colocar juntos novamente. São as linhas de nossas vidas se cruzando para o encontro programado.
Vanice Ferraz a 6 de Novembro de 2011 às 12:03

mais sobre mim
Novembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11

13
14
15
16
17
19

20
21
22
23

27
28
29
30


pesquisar neste blog
 
tags

todas as tags

blogs SAPO