Sábado, 12 de Novembro de 2011

Há um ciclo que não sei bem se ocorre em uma geração sim outra não ou se a curva é maior, abrange quase um século.

Comecei a leitura (na verdade o leio de novo) de O Grande Gatsby, de John Fitzgerald, e logo nas primeiras páginas ele descreve a juventude do início do século passado. Neste trecho o homem jovem fala sobre a leitura de livros:"Comprei uma dúzia de livros e esses volumes lá estavam em minha estante prometendo revelar-me cintilantes segredos e eu alimentava ainda a elevada intenção de ler muitos outros livros".

Sente-se a jocosidade do escritor, ele brinca com o desejo sincero das pessoas de aprender, de ler muito, mas que acaba com o livro juntando poeira na estante. E por que? No fundo - pensava-se assim nos primeiros anos do século que passou e ainda se pensa do mesmo modo agora -

"Lendo vou converter-me no mais limitado dos seres, o 'sujeito bem informado'".

Fico sem saber se o adágio que diz: 'só sei que não sei', é um estímulo a se ler mais ou um atestado de que lendo muito terminamos não sabendo 'lhufas'.   



publicado por joseadal às 11:12
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