Domingo, 25 de Dezembro de 2011

O psicanalista da universidade de Chicago, Murray Stein,
explica o que é neurose: “Em nossa cultura ocidental, quando tentamos absorver o
inconsciente e comprovamos que é inviável, a propensão é suprimi-lo. Mas se
entendemos alguma coisa do inconsciente sabemos que ele não pode ser absorvido.
Também sabemos que é perigoso suprimi-lo porque ele é pleno de vida e esta
vida volta-se contra nós como neurose. A neurose é um conflito interno de
unilateralidade que faz a pessoa ficar num impasse energético. Com a energia sendo
usada toda para uma  estreita gama de atividade
e para se defender contra o acesso das vivências no inconsciente. Com isso são
negadas muitas das possibilidades de integração e satisfação plena da vida. Com
frequência a pessoa neurótica fica extremamente isolada, a vida torna-se
estéril e pode chegar num ponto morto e ao completo imobilismo”.

O velho Carl Jung ensinou primeiro: “O consciente e o inconsciente
precisam formar um todo e nenhum deles pode ser suprimido.  Ambos são aspectos de vida. A consciência
deve defender sua razão e proteger-se e à vida caótica do inconsciente deve
ser dada a oportunidade de fazer valer suas experiências... até onde nos for
possível suportar. Isso deve exigir ao mesmo tempo conflito declarado e
colaboração manifesta. É o embate entre o martelo e a bigorna onde o paciente e
robusto ferro é forjado num ‘indivíduo’”.   


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publicado por joseadal às 22:19
Tudo em nós é imprescindível e nada pode ser suprimido. Mesmo o que pensamos ser inútil por não sabermos o que "tem lá" é repleto de importâncias para o nosso ser. Nosso inconsciente é um mistério que nunca conheceremos mas sabemos ser importante para nós. Eu acho que nosso inconsciente é que é o nosso guia, embora pensemos que é nosso consciente.
Vanice Ferraz a 26 de Dezembro de 2011 às 11:17

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