Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

O filósofo Martin Heidegger falando de arte nos mostra botas gastas pintados por Van Gogue e tanto nos ajuda a tirar formidáveis conclusões e nos mostra o valor de quedar em contemplação.

"El utensilio se usa y consume, pero al mismo tiempo también el propio uso cae en el desgaste, pierde sus perfiles y se torna corriente. Así es como el ser-utensilio se vacía, se rebaja hasta convertirse en un mero utensilio. Esta vaciedad del ser-utensilio es la pérdida progresiva de la fiabilidad. Pero esta desaparición, a la que las cosas del uso deben su aburrida e insolente vulgaridad, es sólo un testimonio más a favor de la esencia originaria del ser-utensilio. La gastada vulgaridad del utensilio se convierte entonces, aparentemente, en el único modo de ser propio del mismo".

Quando eu e dona Lili estamos diante um do outro, o que vemos? Ela o homem teimoso e quase incompetente, um pisciano careca vivendo em sonhos. Eu vejo a mulher que foi aos poucos deixando de me acompanhar nas aventuras e que foi ficando cada dia mais virgiana, me recriminando e me cobrando. Graças a Deus - e esta me parece ser uma vantagens dos caráteres jovens - quando saiu e fico longe me recordo dela não como uma cadeira muito usada, e só um utensílio, mas como Lili era bela e gostosa. Creio que na minha ausência ela também lembra do homem gostozão e de nossos amassos em Paquetá ou no Pão de Açúcar. "São coisas muito grande pra esquecer", como canta o rei Roberto. Ou como conclui Heidegger:

"Pero lo cierto es que el utensilio viene de mucho más lejos. Materia y forma y la distinción de ambas tienen una raíz mucho más profunda".

Não é bom deixar o tempo transformar um ser amado em um sapato velho.



publicado por joseadal às 21:43
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