Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Quando o padre recomenda aos noivos que sejam pacientes e perseverantes e que se mantenham juntos na alegria e na tristeza, isto parece fácil para quem é jovem e goza de boa saúde. Porém, quando surge doença ou problemas de caráter o caso muda de figura. No livro Sexus, Henry Miller nos desvela os pensamentos do personagem a propósito de sua esposa que carregava erros da juventude e tinha pavor de ver revelado seu passado.

 

“Manter-se respeitável, essa era sua preocupação obsessiva. Ao descobrir isso minha compaixão por ela cresceu muito. Era quase como se eu tivesse subitamente descoberto que minha mulher era aleijada. Mas se foi amor que uniu as duas pessoas, então perceber isso só serve para intensificar a afeição. Não se está apenas disposto a passar por cima do que a faz sentir-se infeliz, mas nos dá força para nos identificar com ela. É como se dissessemos: Deixe-me carregar o fardo do seu maravilhoso defeito. Esse é o grito do coração apaixonado. Só um egoísta exacerbado pode fugir as amarras impostas por um casamento desigual. Aquele que ama vibra ante o pensamento de que passará por ainda maiores provas”.

Os que abandonam a luta perdem toda uma vida. Pode-se até viver uma outra vida intensa e feliz, mas a outra que devia ou precisava ter sido vivida fica, em um limbo, esperando que voltemos para resgata-la.



publicado por joseadal às 22:14
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