Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Esta expressão designa qualquer pessoa que estuda uma ciência, quem se torna profundo conhecedor de um assunto. Pode-se dizer que tal pessoa percebe coisas que nós desconhecemos. Uma vez, em Brasília, conversei com general Uchôa, um firme crente em discos voadores, melhor dizendo Objetos não Identificados, UFOs. Dizia-lhe: Muitas vezes, andando ou dirigindo à noite, em locais ermos, olho o céu doido pra ver algo incomum e nunca tive essa alegria. Ele respondeu sério: Nem sempre fazer um avistamento é motivo para alegria. A experiência trás obrigações e mudanças na vida. Mas, sem estudar o assunto o senhor não consegue percebê-los, não sabe reconhecer os sinais.
Fiz esta introdução para reproduzir um trecho do livro Tambores de Angola que fala dos Exus que cercam um terreiro. Não os vemos, mas quem estuda a Umbanda, culto afro-brasileiro, os percebe bem. Não tenha medo, leia um pouco, só pra saber. Como recomendou o apóstolo Paulo: Leia tudo e retenha o que é bom.
"Aventurei-me a perguntar a respeito de algo que me chamara à atenção desde que chegara na tenda. Quem eram aqueles espíritos que pareciam guardar a entrada do local?
 - Aqueles são os guardiões, são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente. Em muitas tendas ou terreiros, são conhecidos como exus. Para nós, são companheiros experimentados, em varias encarnações, em serviço militar, em estratégias de defesa ou são mesmo simples trabalhadores que se fizeram respeitar pelo caráter forte. Conhecem profundamente as regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina. Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois não ignora que lidamos, um numero imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só respeitam a força de magnetismo vigoroso e personalidades fortes que se impõem. Essa, a atividade dos guardiões". Mas, quem conhece, diz que há vários tipos de exus. São tão variados quanto as personalidades humanas.
Jorge Amado, no livro Jubiabá, conta de um batizado na igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Pelourinho, em Salvador, no qual o padrinho, senhor sério e respeitado, ao pisar no interior da igreja se transforma, fica brincalhão e gozador com todos a volta e quase desrespeitoso com o local consagrado. Os iniciados no Candomblé, culto africano, entendem que ali está um espírito brincalhão e galhofeiro, um outro tipo exu.
Outros iniciados, como um neurologista ou um psiquiatra, percebem outras razões numa mudança de atitude.
Se quiser entender a vida e o que acontece nela não pode ficar alheio tem que se tornar um iniciado.



publicado por joseadal às 21:37
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