Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

Um professor da universidade de Cambridge escreveu o livro,
Renascimento – um ou mais?, que modifica uma ideia comum a quem não estuda
História: a humanidade passou por um renascimento nas artes e nas ciências
durante os séculos 14 a 16. O que ele revela é que houve outros renascimentos. A China viveu um interesse
forte e popular pelo conhecimento geral nos séculos 10 a 13, durante a dinastia
Song; na Índia as filosofias antigas reviveram no século 17 durante o governo
do imperador Jahang e os árabes se voltaram para os escritos dos filósofos gregos
pré-cristãos entre os séculos 8 e 13. O que Jack Godoy revela é um princípio
oriental, os renascimentos foram cíclicos: “A cultura letrada era um traço das
principais sociedades da Eurásia que tinham seus próprios períodos de inércia e
renovação”.

- Ora Zé, e isto me interessa?

Devia, porque além da humanidade e de cada povo, nós, cada pessoa, eu e você, precisamos passar por
mais de um Renascimento.

- Lá vem você com reencarnação!

Estou falando de outra coisa, falo de ciclos durante esta
vida mesma. Quando somos crianças e jovens nos enchem a cabeça de informações, ensinam-nos
a ler, escrever, usar a matemática e saber um pouco das ciências. Depois da
adolescência direcionamos nosso aprendizado para com o que vamos trabalhar.
Então, entramos em um marasmo e é preciso sair deste adormecimento, desta morte
intelectual. É necessário renascer.

- Como faço isso, Zé?

Deixo o professor Jack explicar: “O principal Renascimento
islâmico foi o que revitalizou as conquistas científicas da Grécia antiga e do
império Romano numa época em que a Igreja Católica descartava este conhecimento
como pagão”. Em outro trecho ele continua: “O Renascimento Song foi um período de
reflorescimento na China, da tecnologia e das artes. Isso aconteceu, assim como
na Europa, depois de mudanças na religião hegemônica, o budismo da Índia, que a
exemplo do cristianismo e de outros credos monoteístas, reclamam o monopólio da
verdade sobre a natureza”.

Para renascermos é preciso administrar a fé. Os dogmas religiosos
precisam ser encarados como degraus que nos ajudaram a chegar até aqui, mas não
é o patamar mais alto. Novos descobrimentos devem ampliar nossa visão da
natureza e do espiritual.

 



publicado por joseadal às 23:41
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