Sábado, 28 de Janeiro de 2012
“A história se repete” é um bordão atribuído ao historiador
Arnold J. Toynbee (1889-1975).

Agora, lendo o livro Los Alamos, que descreve a construção
da bomba atômica, vejo uma comprovação disto. O físico Harvey Pillsbury diz: “Ninguém
lembra mais. Iniciamos este projeto porque Hitler tinha o dele; assim não
seríamos chantageados com a ameaça de sua bomba. Agora, parece que ele nunca
conseguiu acaba-la. Dizem que vamos usar a nossa contra o Japão que não tem
projeto nuclear algum”.

Taí, os EUA como outros imperialistas iniciam uma agressão
convencendo seu povo e aliados de que pessoas iguais a eles são, na realidade,
diferentes e muito maus: vamos ataca-los porque eles estão prontinhos para
invadir nosso país! Não foi assim com o Iraque? Bush discursava para o mundo
dizendo: Sadan está fazendo um artefato nuclear, vamos invadir antes que fique
pronto! Sadan não tinha bomba atômica nenhuma. E agora querem repetir no Irã
tudo novamente.

Até hoje acho incrível que os japoneses tenham perdoado os
norte-americanos, passado uma borracha em duas cidades dizimadas. Pior que
perdoar é esquecer. Com poucas exceções, a humanidade esqueceu-se do que um
yanque é capaz. Assim, eles vão continuar repetindo a mesma cantilena e criando
factoides para rebaixar um povo e poder golpeá-lo. É mais um culpa a ser
dividida por nós que nos calamos ou nos omitimos. É algo mais a resgatar. 

Vinícius não pode esquecer de mais esta negra ferida na história humana:

"Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada."


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publicado por joseadal às 01:03
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