Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012

O poeta Gerard Manley Hopkins, padre católico, fez estes versos que fazem pensar:

"O Espírito Santo sobre a curva do mundo paira

com o coração cálido e, ah, asas brilhantes.

Oh maculado, retorcido e fragmentado mundo em que viajo,

onde em cada árvore da mata vejo entre a folhagem

Seu largo sorriso que me faz medrosamente livre".

Vivendo dentro de grandes cidades onde somos cercados pelo concreto edificado pelo homem,

parece mais difícil ver as asas brilhantes do Espírito de Deus se abrindo para nos abrigar.

Quando caminhamos ou pedalamos por estradas de chão ladeadas de árvores,

o percebemos melhor, porque estamos livres e soltos, longe dos problemas e obrigações desta vida.

No livro Paciência de Santo, onde encontrei este poema, uma personagem diz:

"Existe um tempo útil e bem limitado num dia, numa semana, numa existência enfim".

Todo o resto do que vivemos é um correr vão atrás do vento fugidío.

E quando tomamos para nós mesmo um pouco deste tempo e saimos livres,

oh, como nos sentimos amendrontados com nossa liberdade!

   



publicado por joseadal às 00:11
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