Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Ia escrever sobre a Grande Mãe, mas recebi um email do amigo Giovani Miguez e resolvi falar de outra coisa: “uma doença em curso que ainda não possui nomenclatura própria”, palavras do médico pediatra Diclécio Campos Júnior. Mas que doença é essa? Leia aí.

“A causa maior da morbidade que assola a espécie no novo milênio já foi descoberta. Pela natureza dos transtornos psicossomáticos que desencadeia, a enfermidade é vista como uma forma de intoxicação iniciada na infância. Trata-se de fenômeno definido como estresse tóxico, desde os anos 1970. Consiste em transtornos provocados na estrutura cerebral em construção, alterando o crescimento e a diferenciação do projeto original do novo ser humano”.

O que desencadeia esta doença com “transtornos psicossomáticos”?

Decorre do esvaziamento da convivência familiar, da precariedade social que expõe a frágil criatura ao desamparo afetivo, carências em que é obrigada a sobreviver e agressões diversas. É o cenário estressante que intoxica a infância dos novos tempos. Os danos derivados desse hedonismo egocêntrico da atualidade são flagrantes. Estudos científicos demonstram que a gênese dos desajustes comportamentais de adolescentes e adultos concentra-se nos primeiros anos de vida. O impacto do estresse crônico sobre a tenra infância resulta na produção endógena aumentada de substâncias que causam desestruturação desconcertante do cérebro. Uma delas é o hormônio chamado cortisol. Não só desfaz conexões existentes entre as células cerebrais, como inibe o estabelecimento de outras”.

Bem, temos que conviver com esta correria insana de vida que cria defeitos irreversíveis nas crianças. Quais são os sintomas dessa doença psíquica?

“A tríade sintomática é assustadora e assume dimensão quase epidêmica. Violência de toda natureza, dependência química e obesidade irrefreável. A gravidade dos efeitos que tais distúrbios produzem sobre as pessoas é evidente e vão tornar o mundo cada vez mais difícil de viver. O desafio das iniciativas requeridas para conter a intoxicação da infância é imenso. As autoridades que não o percebem devem ser substituídas, sob pena de aprofundarem a catástrofe que se avizinha. A formação dos profissionais de saúde, particularmente a do pediatra, precisa ser reformulada no conteúdo”.

Jesus deu uma ordem para quem quiser manter sua família fora desse redemoinho destrutivo: “Mas considere isto, se o pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão não o deixaria minar a sua casa. Será você um chefe de família fiel e prudente? Bem aventurado quem eu achar agindo assim”. (Mateus 24:43-47) Então, é com a gente mesmo. 



publicado por joseadal às 22:05
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