Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

O Brasil esteve atrasado em relação às nações mais
desenvolvidas, em especial na tecnologia científica e nos movimentos políticos
e filosóficos. Acontecia lá, demorava duas décadas para se repetir aqui. Porém,
de alguma forma parece que antecipamos muitas coisas a eles nestes últimos
anos. Ora, a crise que eles passam agora nós enfrentamos nos anos de 1990, a
década perdida. Parece que o que eles descobrem agora sobre seus políticos nós
já estamos “carecas” de saber. Li a afirmação do filósofo espanhol Javier Sádaba
e pensei nisso: “O que está acontecendo com o povo espanhol é o que chamo de ‘a
descoberta política’: compreenderam que não são os políticos que estão a
serviço do povo e sim nós que estamos a servi-los. Isso gera uma reação crítica
que se manifesta com o leitor votando contra o governo da vez e levando a rua
grandes manifestações”.

Ele diz, também, que o socialismo e o capitalismo são
indistinguíveis pelo população: “A aproximação do discurso político entre
direita e esquerda é tal que já não se
consegue reconhecer qualquer diferença”. O povo, e nisto somos iguais a eles, “a
ausência de maior distinção acaba levando os eleitores a avaliar os partidos
muito mais pelo seu desempenho econômico”. E isto não é uma visão de longo
alcance. A direita, historicamente, postula manter as antigas soluções e
dominar a nação com o mínimo de democracia. A esquerda deveria ser inovadora,
popular e liberal. Deixarmos correr solto só porque o ‘time está ganhando’ é um
perigo.

Outra coisa que o professor afirma faz a gente pensar: “Há
uma desilusão, e mais que ela, há medo: do empobrecimento, da perda das
vantagens e confortos conquistados, e da extrema-direita, partidos radicais
calcados em plataformas nacionalistas, anti-imigração e contra as minorias.
Estou inquieto”.   



publicado por joseadal às 11:01
Eu também estou inquieta. Tão inquieta que estou dentro da política, agora. Quiz participar deste processo devido à inquietação que enfrento, assim como muitos de nós. Não podemos e não devemos assistir à toda esta política desvirtuada e ficarmos quietos em nossos cantos. A política bonita precisa aparecer. É preciso entrarmos nela para mostrar o lado bonito da política. Não adianta falar: "não gosto de política"; "não quero nem saber de política..." Nossa vida é política desde que nascemos. A política está para nossa vida assim como o ar está para nossos pulmões. Só agora me dei conta disso. Me despertei para a política quando, em um evento sobre Direito, alguém disse que: "o lugar o ativista é na política". Isso mexeu comigo. Precisamos nos envolver com o mundo político e ajudar a fazer a política de verdade.
Vanice Ferraz a 21 de Fevereiro de 2012 às 13:54

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