Sábado, 10 de Março de 2012

O livro O Mapa da Alma, de Jung, se não nos melhora pelo menos nos faz cientes e mais atentos a nossa relação com os outros. Esse
psicanalista via a psique como um espaço muito grande, como um sistema solar e, como este, repleto de corpos estranhos, os maiores deles denominou de complexos.
Parecem emaranhados de linha de pipa, bolos de nós difíceis de desfazer. Freud, antes dele, já observara que certas palavras ativavam um complexo, que parece uma bola estranha como um vírus gigante. Quando uma palavra ou/e atitude é o botão próprio de determinado embaraço ele fica ativo e dificilmente o ego consegue segura-lo. Um inimigo que nos conheça bem e tenha aprendido o que nos aborrece pode tornar nossa vida um inferno.

“Referimo-nos coloquialmente a nossa mulher dizendo: ela sabe como apertar meus botões. Premindo-os obtém-se uma resposta emocional. Em
outras palavras, constela-se um complexo. Depois que conhecemos bem uma pessoa podemos ou evitar estas áreas sensíveis ou tocar nelas por pura implicância. Todos já passamos pela experiência de estar constelado. Vai desde ficar ansioso até ficar perdidamente irritado. Somos ‘levados à loucura’. Quando um complexo toma conta da mente a pessoa perde o controle sobre suas emoções e comportamento. Para a pessoa psicologicamente orientada há o conhecimento depressivo de que em outra ocasião voltará a ficar impotente para evitar repetir a mesma reação incontrolável”.

Este alguém que nos conhece bem e sabe o que nos faz explodir geralmente é o próprio cônjuge. Como ninguém vai apertar um botão para
causar uma explosão na própria cara, começa-se a pensar que um inimigo espiritual força o marido a fazer algo que a mulher detesta ou vice-versa.
Fique ligado.


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publicado por joseadal às 20:57
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