Sexta-feira, 16 de Março de 2012

Para quem se acha normal o proceder de quem está com um paroxismo, dominada por um complexo mental, parece ser uma teimosia, uma coisa pensada para nos causar aborrecimento. Li no O Globo, na sessão Qual é o seu Problema, que “levantamento recente na Unifesp revelou que 28% da população do país sofre ou já sofreu de depressão”. Então, um psiquiatra diz: “Cabe ressaltar que a depressão não é fraqueza de caráter, manha ou preguiça, é uma doença que precisa de tratamento médico adequado”.

Lendo o livro O Morro dos Ventos Uivantes, pela segunda vez, cheguei na parte em que a personagem Catarina faz um pedido a sua acompanhante, a narradora da história:

“- É preciso que faças ver ao meu marido do perigo que é abandonar o cuidado com meu gênio apaixonado, lembra-lo que sou passível de me
arrebatar até a fúria quando sou contrariada.

Mas eu pensava que uma pessoa capaz de planejar o comportamento do marido ante um aceso de fúria poderia bem dominar-se suficientemente. Decidi não a ouvir nem ‘fazer medo’ a seu marido. Passei por ele dirigindo-se ao quarto, nada falei, mas fiquei para ouvir.

- Fique onde está, Catarina. Não vim para discutir nem para fazer as pazes. Exijo terminantemente...

- E eu exijo que me deixes só!

Tocou a campainha a ponto de rebentar a corda. Entrei rapidamente e ali estava ela batendo com a cabeça no braço do sofá. Dentro de
poucos segundos ela se estirou rígida, de olhos revoltos, enquanto as faces descoloridas tomavam um aspecto de morte”.

Num  mundo cada vez mais veloz e menos humano é bom prestarmos atenção ao que nossa psique passa para nosso corpo, e ficar atentos ao que acontece com nosso próximo, ouvindo seus apelos ao invés de ignora-los.



publicado por joseadal às 02:30
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