Sábado, 07 de Abril de 2012

O maravilhoso
René Descartes viveu em momento histórico iluminado, a época das grandes descobertas
marítimas e logo após a descoberta do Brasil. Ele foi daquela extirpe de pessoas
que para onde olhavam viam coisas novas e encontravam explicações e soluções que
ninguém percebera antes. Foi ele que criou o espetacular plano cartesiano que permitiu
500 anos depois, usando a matemática, colocar pontos na tela do computador formando
imagens que se movimentam - este pingo . está no local exato onde se encontram a reta horizontal
X com a reta vertical Y. Dedução divina.

Mas ele
também olhou para coisas metafísicas e estou lendo dele Las Passiones del Alma,
onde tenta explicar o que é função puramente física do corpo e a que é provocada
pela alma.

“Se há
creído sin razón que nuestro calor natural y todos los movimentos de nuestro
cuerpo dependen del alma”.

Não podemos
deixar de saber que naquele tempo a medicina estava num momento denominado mecanicista. O ser humano estava construindo máquinas
aproveitando-se do conhecimento de algumas leis da física. Por exemplo, aprenderam
a construir uma válvula, uma portinha que se abria sozinha quando se fazia certa
pressão sobre ela – como as valvas do coração. Assim, foi inventado o "carneiro",
a primeira bomba não manual. Ficava sozinha lá dentro do riacho bombeando água para a
casinha lá no alto, tirando da dona de casa a tarefa de ir buscar baldes
pesados.

Descartes ensinou então que era falsa a ideia médica/religiosa de que era
o espírito que habita dentro de nós que faz palpitar o coração.

“El
sangre llena la cavidade del corazón y impelida por la necesidad de buscar
mayor espacio passe com impetuosidade de la cavidade derecha a vena arterial y
de la izquiera a la gran artéria”.

Mas por
não se conhecer ainda a eletricidade - isto ele não "viu" - entendia,
assim, como uma ordem vai do cérebro ao músculo:

“Em cada
uno de los músculos hay pequenos orifícios por onde los espíritus pueden passar
y van del cérebro hacia uno de esos músculos”.

Veja,
temos sempre que estar aprendendo. Era da forma antiga que pensavam os
marinheiros que vieram nas naus que aportaram na Bahia. Talvez, Cabral,
Caminha e outros mais instruídos já tivessem lido Descartes e pensassem como
ele. Então vamos ficar atrasados no que os estudiosos estão descobrindo? Encontre
dentro de si mesmo motivos para ler.



publicado por joseadal às 13:50
Li, recentemente, um livro que mencionou Descartes e fiquei abobalhada. Nunca havia parado pra pensar o porque da máxima: "penso, logo existo". Descobri que Descartes queria entender a existência de Deus. Então ele resolveu pensar que tudo aquilo que ele conhecia como sendo real, não existia. Então, pensando que nada existia de verdade, ele concluiu que para que ele pensasse que outras coisas não existiam de verdade, ele era alguma coisa. Daí a idéia do "penso, logo existo". Muito maneiro. Adorei entender isso.
Vanice Ferraz a 7 de Abril de 2012 às 22:35

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