Domingo, 08 de Abril de 2012

Contei um dia desses o momento em que vi uma folha rolada pelo vento.

Estas palavras são traduzidas pelo cérebro e, assim, você pode ver o que foi uma experiência para meus particulares sentidos: o vento passando pela estrada e levando de trambolhão algumas folhas secas. Mas um pensador não nos deixa quieto com esta vivência. Não, ele tem de nos chamar a atenção para outro fato aparentemente alheio. Então, Heidegger diz em A Origem da Obra de Arte:

"Estas denominaciones [folha e vento, por exemplo] no son nombres arbitrarios, porque en ellas habla la experiencia fundamental griega. Pero gracias a estas denominaciones se funda la interpretación, desde ahora rectora, de la coseidad de la cosa, así como la interpretación occidental del ser de lo ente. Ésta comienza con la adopción de las palabras griegas por parte del pensamiento romano-latino, se convierte en subjectum, despois en substantia y pasará a ser accidens. Esta traducción de los nombres griegos a la lengua latina no es en absoluto un proceso sin trascendencia, tal como se toma hoy día. Por el contrario, detrás de esa traducción aparentemente literal y por lo tanto conservadora de sentido, se esconde una traslación de la experiencia griega a otro modo de pensar.El modo de pensar romano toma prestadas las palabras griegas san la correspondiente experiencia originaria de aquello que dicen, sin la palabra griega. Con esta traducción, el pensamiento occidental empieza a perder suelo bajo sus pies".

E agora, eu e você, pessoas do século 21, olhamos as coisas e pensamos nelas usando palavras, a interpretação das coisas, que foram criadas por gregos que viveram há 3 mil anos?! O chão, as próprias certezas, nos escapa.  


tags:

publicado por joseadal às 11:36
mais sobre mim
Abril 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
11
12
14

15
16
17
18
19
21

22
23
25
26
27



pesquisar neste blog
 
tags

todas as tags

blogs SAPO