Terça-feira, 10 de Abril de 2012

Creio ser muito bom variar a leitura, ora ler um romance ora um assunto técnico ora um filósofo. Este último é sempre um desafio, um puxar pelos neurônios e, me parece, mantêm a mente viva e nosso censo crítico acordado. E ler Heidegger é quase dar um nó na cabeça. Veja este trecho em espanhol:  

"En el mito más próximo de lo ente [qualquer objeto, seja ele físico ou abstrato] nos creemos en casa. Lo ente es familiar, seguro, inspira confianza. Pero sin embargo hay un constante encubrimiento una forma de negación y el disimulo. Lo seguro en el fondo no es seguro, sino algo completamente inseguro. La esencia de la verdad, esto es, la esencia del desocultamiento está completamente dominada por una abstención. Ahora bien, esta abstención no es como si la verdad fuera un vano desocultamiento. Si pudiera ser eso, la verdad dejaría de ser ella misma".

Quer ele dizer que tudo que nos parece verdadeiro, aquele saber cotidiano com o qual nos sentimos seguros e podemos nos apoiar, pode estar encobrindo ou falseando outra coisa. Deixe-me dar um exemplo. Quando andando de bicicleta chegamos a um beco sem saída e é preciso subir um barranco com a "magrela" nas costas ocorre ser preciso segurar numa touceira de capim ou num cipó para ascender. Mas não podemos nos entregar totalmente àquele apoio. Como algo que nos parece completamente confivel e verdadeiro o cipó pode se desprender e nos deixar no vazio - eu e minha bike rolando morro abaixo. Vivemos, como disse o historiador John Kenneth Galbraith, "na era da incerteza". Heidegger conclui:

"La verdad es en su esencia es no-verdad. Decimos esto así para mostrar de un modo tajante, y tal vez algo chocante, que la esencia de la verdad es la no-verdad, mas sen querer decir que la verdad sea en el fondo falsedad. Asimismo, tampoco quiere decir que la verdad nunca sea ella misma, sino que, en una representación dialéctica, siempre es también su contrario".

[diferente de de uns e outros ditos racionais em nenhum momento Malu quiz levar o coelhão para casa, hshshs]

Viver numa corda bamba assim não é para qualquer um. Por isto compreendo quem tenta se manter firme na beira do penhasco dizendo: Creio em Jesus Cristo como meu único e bastante Salvador! E ponto.


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publicado por joseadal às 12:07
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