Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

O professor Tarso Cabral Violin em Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública,
comentando o filósofo político Antonio Gramsci denuncia as Ongs. No meu fraco
entender, quando o terceiro setor começou, pensei que eram importantes por dois
motivos: colocava-se funcionários para atender a sociedade sem engordar mais
ainda a máquina pública – ficaria mais barato para nós, contribuintes – e aproveitaria
gente mais consciente das necessidades específicas de uma comunidade. Mas esses
estudiosos denunciam um outro lado, bem escuro.

"Entende-se que a defesa da sociedade civil, num Estado realmente democrático, não passa
pelos ideais neoliberais de um chamado "terceiro setor", que
substitui o Estado, que desresponsabiliza o Estado de suas atribuições
constitucionais, como as de assegurar educação, saúde, cultura, um meio
ambiente equilibrado etc”.

Tarso lembra que o terceiro setor é fruto do neoliberalismo e só isto já levanta desconfianças.

“Segundo os ideais gramscianos, a guerra de posição não será efetivada pelas entidades
dóceis do "terceiro setor", "parceiras do Estado",
dependentes do Estado e do mercado, mas pela sociedade civil realmente
organizada, pelos movimentos sociais, pelas organizações não governamentais
combativas e representativas, em busca de uma hegemonia, de uma sociedade
justa, igualitária e materialmente democrática e não apenas formalmente
democrática, como é a sociedade brasileira na atualidade".

Então, as ONGs que vem se tornando mais caras do que engordar a máquina governamental
e escondendo desvio de verbas e maracutais de políticos, não são a solução.
Tarso e Gramsci dão aos “movimentos sociais e organizações não governamentais
combativas e representativas” a capacidade de ajudar e mudar a sociedade da
qual fazem parte, já que, teoricamente, não são “dependentes do Estado e do
mercado”.

Mas, acima de tudo é preciso que os líderes comunitários tenham uma vontade ética
formidável para aguentar o terrível “canto da sereia” do poder do dinheiro neste
mundo capitalista e hedonista. Será que eu e você somos assim, incorruptíveis?



publicado por joseadal às 12:26
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