Sexta-feira, 08 de Junho de 2012

O século 19 terminou com o ser humano mais próximo da verdade ou percebendo melhor a verdade. Mas ainda não era "ela". Nessa época um nicho importante da escravidão do homem por seu semelhante foi desarticulado. A princesa Isabel assinando a lei Áurea personificou a Liberdade, irmã siamesa da Verdade. Mas, como sabemos muito bem, quase ninguém entendeu a verdade de que nascemos para cumprir um destino/missão e sem plena igualdade de direitos não conseguimos.

(homenagem a princesa no começo da "princesinha do mar", Copacabana) 

O filósofo Martin Heidegger no livro A DOUTRINA DE PLATÃO SOBRE A VERDADE,

estudando a "alegoria da caverna" explanada pelo filósofo grego no livro A República, diz:   

"A verdade mais própria oferece-se nas sombras, pois mesmo o homem liberto de suas correntes ainda se engana ao avaliar o 'verdadeiro' na situação, porque a ele falta a condição prévia da capacidade de avaliar a liberdade. É verdade que a retirada das correntes traz uma liberação. Contudo, estar desacorrentado ainda não é gozar da verdadeira liberdade. As coisas, já diferentes das sombras, ainda estão iluminadas artificialmente dentro da caverna".

(duplamente liberta nossa amiga Sandrita posa com a princesa)

 

Um ex-escravo andando pelas ruas ainda dava passagem ao branco. A verdade ainda não se tinha apropriado dos seus coração e mente.

"O mais desvelado se mostra em cada ente, naquilo que cada ente é. Sem tal cada coisa absolutamente tudo, ficaria velado".

Tem uma coisa que você não sabe, ou talvez saiba. As potestades dos céus, de outros planos, decidiram nessa mesma ocasião que ex-escravos e pessoas simples do povo - a mãe-preta e o preto-velho, o boiadeiro e o marinheiro, o Zé Pelintra e a Pomba-gira - tinham, a partir de então, a missão de ajudar aos humanos. Não tendo a instrução secular do Dr. Bezerra de Menezes ou de Joana de Angeli, estes desencarnados, em sua vida humana simples perceberam a verdade brilhante que eu e você lutamos para entender.  

(João2010, que chegou mais cedo ao Rio, na praça XV vê um dos símbolos da Marinha e que também é um arquétipo de nossa prisão na carne) 

 

"O 'mais desvelado' é assim denominado porque é ele que, quando imediatamente aparece torna o aparente acessível ao entendimento".

Presos em cadeias invisíveis às obrigações desta vida, enfiados dentro de uma caverna que só deixa ver este mundo de matéria, somos escravos que precisam de ajuda para entender o desvelado e ganhar a verdadeira vida.



publicado por joseadal às 13:07
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