Sábado, 21 de Julho de 2012

É triste vermos a falta de caráter imperando, em especial nos homens públicos.

Aristóteles usou a palavra ethos para nomear o procedimento
do homem, o caráter, mas ela era usada pelo povo para designar a repetição de uma atitude,
ou hábito. Com o tempo, em outra língua, o latim, ela evoluiu para outro
significado e chegou ao português, ‘a última flor do Lácio’, como ética.  

No livro de Arthur Schopenhauer, O Mundo como Vontade e
Representação, ele esclarece muito sobre o caráter:

“Uma crença antiga diz que o homem não muda nunca, que sua vida e sua conduta, isto é, o caráter empírico,
não são senão a manifestação do caráter inteligível, o desenvolvimento de
disposições decididas e invariáveis, já reconhecíveis na criança, e que por
conseguinte a conduta é, por assim dizer, bem determinada desde o nascimento,
permanecendo nos traços essenciais até ao fim”.

Schpenhauer era alemão, nasceu em 1788, um ano depois
começava na França mudanças que ficaram conhecidas como Revolução Francesa. Prova
irrefutável de que um caráter de um povo se modifica segundo circunstâncias.
Contrariando a definição que diz ser a filosofia e a religião antagônicas,
Arthur mesclou o budismo e o hinduísmo ao pensamento alemão.   

Volte os olhos lá pra cima e note que ele fala em dois caráteres: empírico e inteligível.

“Esta poderosa influência do conhecimento sobre a conduta,
malgrado a imutabilidade da vontade, faz com que o caráter não se desenvolva
senão progressivamente, e com que os seus vários atos não se manifestem senão
grau por grau. Eis a razão pela qual ele nos parece diferente em cada idade da
vida, e uma juventude violenta e impetuosa poderá ser sucedida por uma
virilidade repousada e calma. Eis a razão por que, não é senão quando houve
escolha preliminar, que as resoluções, que diferem nos diversos indivíduos,
serão a marca do caráter individual variável de homem para homem”.

Então há uma outra faceta do caráter, o indidvidual.

 

Droga, e o sujeito que não tem caráter nenhum!


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publicado por joseadal às 02:01
Esse Zé e conhecido por "mau caráter", um tipo muito comum no planalto central.
Anónimo a 21 de Julho de 2012 às 03:01

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