Sábado, 28 de Julho de 2012

O que é essa procura do ser humano por desbravar novos caminhos?

No livro Não Tenham Medo, João Paulo II diz que tudo começa com as palavras de Gênesis 1:26: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”.  E faz uma reflexão espantosa: “Sendo o homem a imagem de Deus se segue simplesmente um conflito permanente no interior do ser humano, que sendo feito ou modelado á efígie de Outro só poderia ser ele mesmo paradoxalmente sendo o Outro”.

Esta é a razão da procura interminável da raça dos homens. Para sermos completos temos de ser a imagem de Deus. Isto exige liberdade para cada um procurar sua transcendência, que o querido João Paulo II assim definia “aptidão do homem a libertar-se dos seus próprios limites, para ir mais longe, ou mais alto”.

Conversando com uma comerciante em decoração, no Retiro, ela comentou seu estudo em MBA. Esta pós graduação estimula o “interesse e talento para administrar pessoas e empresas ou pessoas em empresas”. Aí, o jornalista que neste livro entrevista o papa avisou: “As pessoas que governam ou que manipulam os outros pouco se preocupam com esse outro ser incômodo e se interessam menos em mantê-lo aberto do que fechá-lo definitivamente”. Serve a empresa aquele que tem o seu perfil, então ou o empregado se molda a firma ou é demitido. Ninguém quer conviver com uma pessoa “incômoda”, que quer “se manter aberta”, prefere-a “fechada”.

(as rosas brancas do jardim aqui de casa ficam na grade e a vizinhança e os passantes colhem-nas em pencas)

Não tenho ideia de como milhões de irmãos por este mundo afora podem deixar de se “conformar” a um ideal de um empregador, de um pai ou de um cônjuge que o impede de continuar seu caminhar em direção ao fim, ser a imagem do Pai de tudo.  



publicado por joseadal às 02:15
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