Sexta-feira, 03 de Agosto de 2012

O hábito é um facilitador. Lili e eu não temos mais dificuldade de nos sentar cada anoitecer e lermos a Bíblia e rezarmos. Dividimos este momento prazeroso em três partes: histórico: lendo sobre os patriarcas, juízes, reis e profetas; poemas e salmos: lembram nossa relação com o Criador; e o novo testamento: a nova visão do homem. Ontem lendo o profeta Jeremias passamos por um fato que já havíamos lido na história dos reis (2 Reis 22:10):

“Safã, o escrivão, fez saber ao rei, que haviam feito uma descoberta nos subterrâneos do templo: O sacerdote Hilquias me deu um livro. E Safã o leu diante do rei. Ouvindo o rei as palavras do livro da lei, rasgou as suas vestes”.

É de fazer pensar: naquela época, 640 aC, no templo, o centro da religião judaica, não conheciam as leis de Moisés. Os rolos de pergaminho estavam esquecidos, perdidos nos porões. O resultado é que a permissividade e a violência era a escolha de vida da maioria dos judeus (Jeremias 6:13, 14):

"Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade. E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz".

No livro Não Tenham Medo, João Paulo II fala da falta de liberdade que ameaça as pessoas que vivem sem ter bem clara uma opção de comportamento:

“O perigo que ameaça o homem no mundo contemporâneo é esse materialismo prático que se apresenta sob a forma de ‘sociedade de consumo’. Por diversos meios procuram convencer o homem que é um ‘ser acabado’, quer dizer, definitivamente adaptado a estrutura do mundo visível, que é para ele o único sistema de referência. Assim, a liberdade seria a faculdade de fazer tudo o que se quer, enquanto que para os santos, há a opção de fazer também o que não se quer, por caridade, por desprendimento ou para agradar a Deus ”.

Sem ter a oportunidade de aprender, seja em casa, seja na escola, que é um ser espiritual vivendo temporariamente como humano, a criança se forma com este "único sistema de referência": ganhar mais e mais para adquirir tudo que o mundo material põe a sua disposição. É uma busca sem satisfação, é "correr atrás do vento". 



publicado por joseadal às 11:28
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