Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

Convidado por meu sobrinho, pastor da Igreja Presbiteriana Viva, de Itaipu, Niterói, em visita ao templo de Volta Redonda, assisti a pregação de outro pastor, baseada na primeira carta de Pedro capítulo dois, onde o apóstolo estimula os cristãos a deixar de ser criança e crescer. Então, fez as admoestações de prache: como conviver com a esposa(o), como agir no trabalho e que tais. O tempo todo ele falava de velhos cristãos que não ficam adultos. Ele mesmo confessou seus tropeços de quem está aprendendo a andar. O que fica no ar é a luta inglória para se aperfeiçoar e que aquele que diz: não tenho pecado é um hipócrita. Forma terrível de criancice. O que dizer então a igreja? Que só resta desistir de tentar?

Filósofos como Immanuel Kant, no livro O que é o Iluminismo?, de 1784, encontraram como saída a explicação de que o ser humano precisa ter ética.

"Tenha coragem de servir-se de seu próprio intelecto! É tão cômodo evitar a maioridade. Se possuo um livro que detém, por mim, a consciência, não é necessário que me esforce. Não preciso pensar".

Este conceito é parte do Positivismo que rejeita o negativismo como: não matarás. A ética trabalha as razões mais profundas como, neste caso, o valor e o milagre de uma vida humana. E, ao invés da negação infantil: não adulterarás, ensina o direito de cada um por sua propriedade e o respeito pelo que outrem conquistou. Ações positivas.

Porém, o Positivismo anda de braços com o Evolucionismo de Darwin que não estabelece limite de tempo para o Progresso humano e ambas filosofias tiram o foco do Eu e colocam na raça e no grupo. "Amparado na pesquisa filosófica e científica promove o experimental e bane as superstições, faz triunfar o espírito de tolerância, ilumina consciências, difunde a educação e a cultura, reforma as instituições e limita a influência das igrejas nos Estados".

Uma vez, velando outro sobrinho numa igreja em Barbacena vi maravilhado um grupo de senhoras chegar, cercar o caixão e começar a cantar um hino que nunca encontrei escrito para copiar, mas me ficou o verso que dizia: descanse irmão, terminastes tudo que devias fazer, acabou-se teu sofrimento e dor. Não é belo? Por que, como um pai severo, cobrar ao próximo o que ele não poderá fazer e assim acumular culpa sobre ele? É melhor ser aquele pai que ensina o certo e deixa o filho tomar seu caminho, ter seu livre arbítrio e estar sempre perto para... criticar? não, perdoar.


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publicado por joseadal às 21:56
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