Terça-feira, 28 de Agosto de 2012

A gente é de carne e osso, mas em nós existe uma força maravilhosa que tem a função de ajudar outro ser humano. Agora a pouco estava lendo a Bíblia com Lili e no evangelho de Lucas (8:41-47) passamos por este trecho: “E eis que chegou um homem de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa; porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte. E indo ele, apertava-o a multidão. E uma mulher, que tinha uma hemorragia, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada, chegando por detrás dele, tocou na orla do seu vestido, e logo estancou a hemorragia. E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou? E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude. Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como logo sarara”.

No livro Fantoches de Deus o padre Jean Marie também passa por esta experiência, tira uma mulher de uma séria crise: “Já era uma hora da madrugada quando ele concluiu suas preces e os preparativos para dormir. Estava desesperadamente cansado, mas ficou acordado tentando compreender o que experimentara neste dia, o fluxo, a oferenda de si mesmo através do qual uma concessão de conforto se tornava disponível para outros. Era uma sensação inteiramente diferente do êxtase que também sentira. Este foi literalmente um arrebatamento para fora de si mesmo, uma iluminação, ser cumulado com um com um conhecimento que absolutamente não solicitara. Estava marcado para sempre. O fluxo era um fenômeno transitório. Começava com um impulso de compaixão ou amor, a compreensão profunda da necessidade de outra pessoa. O fluxo era uma empatia entre ele próprio e a pessoa necessitada”.

(minha vizinha me deu duas mudas desta orquídea, coloqueias na pitangueira, presas em xaxins, agora é ver a força da natureza fazê-las crescer) 

    

Mas o dom de curar não era só de Nosso Senhor e do padre Jean, todos nós temos um poder que tanto pode “mover uma montanha” quanto ajudar um filho, um amigo ou um estranho. O canal para ela fluir de nós para o próximo é compaixão profunda.



publicado por joseadal às 02:10
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