Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012

Estou cansado de saber que todo livro esconde pelo menos uma pérola. Mas lendo Aruanda, emprestado por minha homeopata, era tanta redundância, voltas e voltas, que cheguei a pensar em desistir. Porém, ao entrar no capítulo Região de transição, encontrei-a, opalescente.

Um ser humano não é algo simples, veja o que diz o blog Reikilibre-se: “De acordo com a milenar concepção da antiga tradição oriental, o agregado homem-espírito compõe-se de dois extratos distintos: A. Tríade Divina ou Ternário Superior ou ainda Individualidade ou Eu - composta pelos níveis Átmico, Búdico e Mental Superior (ou Causal). B. Quaternário Inferior ou Ego - composta pelos níveis Mental Inferior, Astral ou Emocional, Duplo Etérico ou Corpo Vital e Corpo Físico ou Somático. Os corpos, Físico e Etérico são corpos materiais, que se perdem pelo fenômeno morte. Os demais são Espirituais e o ser os vai abandonando gradativamente na medida em que evolui até se tornar espírito puro”.

O livro Aruanda conta de um espírito que vem visitar a Terra e passa pelo plano astral, um mundo por onde atravessaremos com nosso terceiro corpo. E descreve esse lugar: “Transpor a fronteira vibratória entre os dois lados da vida afigura-se para nós, desencarnados, como percorrer uma longa distância. Antes que atingíssemos a Crosta passamos pelas regiões inóspitas do Astral, uma zona intermediária entre os dois planos de vida. Produto da psique que lhe dá origem é povoado de criações mentais repletas de conteúdos emocionais. Os elementos que constituem essa região são a fuligem de pensamentos desgovernados e carga emocional tóxica”.

Assim como as experiências dos astrofísicos está criando uma camada de refugo - pedaços de foguetes, satélites e sondas - em volta do planeta, as emoções negativas e os pensamentos maus criaram uma faixa tenebrosa em volta da Terra. Ao morrer – na realidade passar de um plano de vida para outro usando seu terceiro corpo - a criatura enfrenta um local difícil, como uma floresta cheia de monstros. É fácil se perder aí.

Uma vez, em Barra do Piraí, visitei uma senhora que mantinha uma casa de socorro, não na casa dela ou em outra, mas neste plano Astral. O livro fala disso: “Em meio a esse ambiente desolado, cheio de sombras, erguem-se verdadeiros oásis como postos de socorro, albergues mantidos por benfeitores trabalhando para resgatar almas e prestar socorro a milhares de espíritos. Tais abrigos provisórios são mantidos pela força do pensamento elevado e do sentimento de solidariedade em relação aos espíritos sofredores”.

(os altos de serras são lugares caóticos onde a vida luta para existir em meio as pedras - na serra do Caparaó, MG)

Não é para todos. Os que conseguem, ainda que cuidando de suas vidas difíceis, manter em atenção seu corpo astral para ajudar os perdidos no plano Astral são pessoas magníficas. Apesar de na aparência humana, como aquela senhora que conheci, serem muito simples. Mas quaiquer de nós pode ajudá-los. Quando se acende uma vela pensando em um ente querido e oramos pedindo ajuda para ele em outro plano, estamos fazendo uma caridade que os ajuda lá.   



publicado por joseadal às 11:43
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