Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012

Carol Wojtyla era um filósofo, foi a afirmação de uma advogada que conheci hoje.

No livro Não Tenham Medo as opiniões de João Paulo II misturam o religioso com o filosófico. Comentando Mateus 19:21-22, que diz: “Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades”. Ele interpreta como um pregador: “O homem se realiza só na medida em que sabe impor-se exigências, caso contrário ‘ele vai triste’, pois a permissividade não torna os homens felizes. A sociedade de consumo não dá felicidade as pessoas”.

Porém, neste outro trecho ele parece um filósofo a ensinar conceitos: “A moral cristã passa muitas vezes por constrangedora, sobretudo entre os que não a praticam. Este assunto sempre foi para mim um tema de reflexão . Pensei e continuo a entender que ela é exigente. E suscita duas perguntas: ela é libertadora? Constrói verdadeiras personalidades? Estudando os pensamentos de Kant e Scheler sobre a relação entre dever e moral cheguei a conclusão de que não há moral sem deveres”.

Na parábola do jovem rico o moço queria uma recompensa de grande valor: “Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?” Não é uma coisa trivial. Hoje, os jovens querem muitas coisas, cercados como estão por uma tremenda sociedade de consumo. Mas querem tudo ‘de mão beijada’. João Paulo, pai de milhões de filhos, afirma: “Muitos acreditam que a juventude quer uma moral acomodatícia, caminhos fáceis, doces declives. Mas no encontro com milhares de jovens no Parque dos Príncipes um representante deles me perguntou: A Igreja tem uma atitude bastante intransigente com relação a moral sexual. O Santo Padre não teme que isto afaste os jovens da Igreja? Então, respondi: “É preciso dizer aos jovens com franqueza: Vocês são convocados a alguma coisa a mais do que aquilo que acham que podem fazer. Há quem acredite ser liberdade a faculdade de ‘fazer tudo o que quero’, mas depois este comportamento se mostra escravizante”.

Vê-se um movimento de jovens que buscam diligentemente fugir a uma vida permissiva.



publicado por joseadal às 01:42
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