Sexta-feira, 15 de Março de 2013

Novamente Artur Schopenhauer.

 

Nascido no final do século 18 era um pensador pronto para assimilar as novidades que chegavam a Europa, como o pensamento oriental: “foi quem  introduziu o budismo e o pensamento indiano na filosofia alemã”, diz a Wikipédia. Ele fala do presente no ensaio O Vazio da Existência.

“Toda a nossa existência é fundamentada tão-somente no fugaz presente. Deste modo, tem de tomar a forma de um constante movimento, sem que jamais haja qualquer possibilidade de se encontrar o descanso que, pensamos, estamos sempre querendo. Nossa existência é marcada pelo desassossego”.

O mestre alemão não podia fazer ideia de como essa pressa de viver ia ganhar a velocidade de hoje. Ele avisa, mas de que adianta?  

"Num mundo como este, onde nada é estável, onde tudo se apressa e mantém-se em equilíbrio movendo-se continuamente, em tal mundo a felicidade é inconcebível. Como poderia haver felicidade permanente onde, como Platão diz, tornar-se continuamente e nunca ser é a única forma de existir. Todo homem luta sua vida toda pela felicidade a qual raramente alcança e, quando a consegue é apenas para sua desilusão. No fim da vida constata: a vida nunca foi mais que um presente sempre passageiro”.

No livro San Michele o médico Axel conta do momento em que se apercebeu da vida corrida que levava: “Quanto mais clientes tinha mais pesados me pareciam meus grilhões. Queria ter outros interesses na vida. Alias, queria viver uma vida simples, mais natural. Não precisava mais do que um quarto caiado, uma mesa de pinho, duas cadeiras e um piano. Preciso ouvir o trinar dos pássaros e a voz ritmada do mar”. Largou tudo e foi para Capri, para a ilha de San Michele onde tinha um terreno. 



publicado por joseadal às 01:45
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