Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

“Ó mãe dos Enéadas,

prazer dos homens e dos deuses, ó Vênus criadora,

que por sob os astros errantes povoas o navegado mar e as terras férteis em searas,

por teu intermédio se concebe todo o gênero de seres vivos que, nascendo, contempla

a luz do sol; de ti, mal tu chegas, se afastam

as nuvens do céu; e a ti oferece a terra diligente as suaves flores, para ti sorriem os

plainos do mar e o céu em paz resplandece inundado de luz”.

Assim começa a obra suprema de Lucrécio, renomado poeta romano. Faltavam 50 anos para nascer Jesus e Roma era, já, um império, mas sem a finura e a dedicação ao estudo que os gregos desenvolveram 500 anos antes. O poeta até se queixa de encontrar dificuldade, no então pobre latim dos enéadas - porque assim eram também designados os romanos, descendentes do herói Enéas - para compor seus versos do poema A Natureza:

“E também não ignoro que é bem difícil explicar em versos latinos as

obscuras descobertas dos gregos, sobretudo porque se faz mister empregar palavras

novas, dada a pobreza da língua e a novidade do assunto”.

(chamada de Vênus de Laussel, porque foi encontrada numa caverna dessa localidade da França, é datada de 23.000 anos)

Mas do que desejo falar mesmo é dessa devoção a uma figura feminina do Olimpo. Ela veio dos gregos, mas o professor Junito S Brandão afirma no primeiro volume de sua Mitologia Grega (p.72) que “Afrodite [que os romanos chamavam Vênus] é seguramente divindade asiática”. Porém, os paleontologistas dizem que a veneração de uma mãe dos deuses era comum entre os humanos desde 30.000 anos.

Na Igreja fundada por Cristo, monoteísta, com um Deus que era masculino, não demorou 90 anos, após a morte sacrificial de seu líder, para os cristãos abraçarem Maria, Sua mãe, como a mãe de Deus.



publicado por joseadal às 12:50
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