Terça-feira, 11 de Junho de 2013

Hefesto, na Mitologia Grega, foi o deus que desmanchava os nós.

Antes, porém, uma palavra sobre como se criou o panteão de deuses do Olimpo. Os povos que habitavam a Hélide, a antiga Grécia deixaram poucos traços, mas a partir de 2.700 a.C a civilização que se desenvolveu na ilha de Creta e construiu a magnífica cidade de Knossos, conquistou a administrou a parte continental. Depois, três levas de povos Orientais - os Indo-europeus aqueus, jônios e dórios - invadiram, dominaram e foram aculturados pelos antigos habitantes. Cada povo trazia seus deuses e foram os pensadores, historiadores e filósofos gregos que integraram todas as divindades numa família poderosa e cheia de problemas.  

Hefesto foi filho de Zeus com sua esposa, Hera. Nasceu com uma perna atrofiada e entre os deuses belos sentia-se inferior, mas desenvolveu vários talentos maravilhosos. O segundo volume de Mitologia Grega, de Junito de Souza Brandão, diz (p.48-50): “A faceta mais importante de Hefesto é o seu poder de atar e desatar. É o xamã dos nós. Os nós são expressões de força mágica-religiosa e é indispensável para governar, punir e paralisar. Tanto o nó como o anel fazem parte dos ritos de vassalagem, em que o homem se apresenta como cativo ao seu soberano. Quando falece o Papa, quebra-se-lhe o Anel de Pescador, porque seu liame e poder que lhe outorgara Cristo, foi rompido pela morte. Cruzar pernas ou braços é considerado um fechamento de energia, um sinal de que não se quer nada da pessoa com quem falamos”.   

No livro de , no capítulo 10, está escrita a interpretação de Elifaz, um amigo do patriarca, para tantas perdas que ele estava sofrendo: “é que estás cercado de laços”. No Velho Testamento, sob a religião judaica, Deus Javé era o desmanchador dos laços. Na Igreja de Cristo, a virgem Maria é a desatadora dos nós. (no parque florestal de Campos do jordão)

O ser inteligente na Terra, lutando para sobreviver até que a morte o carregue, entendeu que uma sucessão de derrotas era sinal de que estava amarrado e, não podendo ver os laços que o prendem, sempre se voltou para os seres poderosos para sua libertação.



publicado por joseadal às 23:39
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