Sábado, 22 de Junho de 2013

Cada um dos sistemas de religião criados pelo homem modificou sua forma de lidar com o transcendental, mas também influenciou sua vida temporal. A Igreja de Jesus, por exemplo, teve um papel fortíssimo na evolução dos códigos de leis que normatizam a vida das sociedades humanas. No livro que estou quase terminando, Uma História que não é Contada, diz (p. 206): “Desde o surgimento dos bárbaros no Império Romano do Ocidente, as leis eram apenas baseada nos costumes e nas relações familiares, o Direito não era pensado como um estudo independente. O Direito Canônico começou no século 11 e assumiu uma importância análoga à do Direito Romano no mundo antigo. Como os negócios particulares, civis, dependiam dos princípios religiosos, o Direito Canônico alargou seu campo de influência”.

O homem, este ser diferente dos animais, para viver em harmonia com seu próximo sempre dependeu de ordens que lhe diziam: isso é possível, aquilo não. Nos primórdios da humanidade essas ordens eram denominadas costumes. Reis avançados, como Hamurabi, ordenaram que os costumes de seu povo ou de diversos povos sob seus domínios, fossem harmonizados e escritos de forma simples. No Império Romano foi Adriano, no século 2, o último a fazer isso. Quando os cristãos tornaram-se maioria nas populações, seus costumes foram codificados e transformaram-se em leis. O professor Felipe Aquino, continua: “Foi a Igreja que fixou os limites do poder dos reis e pôs condições ao exercício da guerra. Que fundou o direito dos fracos, das viúvas e dos órfãos, e elaborou a noção do casamento como um contrato além de um sacramento, já então admitindo a igual dignidade dos cônjuges. Nasceu nesse código o respeito a última vontade do homem expressa em testamento”.

( um lugar de devoção em Bananal de Minas, vilarejo encravado entre as serras de Minas Gerais)

Jesus, Deus quando veio até nós, avisou que da tradição e dos costumes que seus discípulos formariam com o passar das gerações, escrever-se-iam leis que seriam até superiores as relações parentais (Mateus 10:35, 36): “Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; e assim os inimigos do homem serão os seus familiares”. As leis tem uma força superior aos laços afetivos.



publicado por joseadal às 12:57
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