Quarta-feira, 26 de Junho de 2013

As manifestações contra a corrupção confirmam a escolha das pessoas pelo direito e pelo certo. Ninguém prefere viver infringindo a lei e tendo sobre a cabeça uma espada sempre pendente. No livro Uma História que não é Contada (p.225-227) fala de uma maneira de viver que mesmo sendo aceita não deixava as consciências tranquilas. “A Igreja de Cristo, desde os apóstolos, ensinava aos que tinham escravos que esses eram seus irmãos. Mas a mentalidade, influenciada pelos filósofos Platão e Aristóteles, era de aceitar a escravidão como uma instituição de direito natural. São João Crisóstomo, doutor da Igreja, ensinou: ‘O escravo deve resignar-se com sua sorte e obedecer ao seu Senhor, como obedece a Deus’. Mas entre os anos de 451 e 700, cinquenta concílios aprovaram cânones que protegiam os escravos. No Concílio de Borgonha os cristãos foram aconselhados a oferecer um dízimo anual na forma de libertação de algum escravo. Promoveram-se inúmeras alforrias e libertações. Basta dizer que o escravo Calixto veio a se tornar Papa”.

Mas se é um fato que não aceitamos conviver com um proceder antinatural, também é sabido que não se pode considerar uma vitória como razão para baixar a guarda. O professor Felipe Aquino, continua: “Foi no século 16 que infelizmente ressurgiu com toda a força o regime da escravidão”. E por mais de três séculos a humanidade conviveu novamente com essa ignomínia. Mas não pense que acabou o tratamento injusto com nossos irmãos humanos. A discrepância entre o que uns poucos ganham e o que a maioria recebe por seu trabalho diário ainda é uma injustiça. Para concertar tantas iniquidades ainda teremos de fazer muitas manifestações.  (a bicicleta é um meio de locomoção que nivela o rico com o pobre) 



publicado por joseadal às 01:57
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