Quinta-feira, 04 de Julho de 2013

As relações familiares e as conversas francas ainda existem em tua família? Estou relendo Pavilhão de mulheres, de Pearl S Buck, que fala da vida numa casa com uma grande família. Neste trecho o sogro conversa com sua nora, a personagem principal (p.70): “Essa questão da inteligência... É um dom tão grande, um fardo tão pesado. A inteligência, mais do que a pobreza e a riqueza, divide os seres humanos. A pessoa estúpida teme a pessoa inteligente. A pessoa sábia deve também saber que não conquistará o amor dos outros cujo entendimento é inferior ao seu. Isso, porque o primeiro amor no coração de um homem é o amor a si mesmo”.

Então, a nora pergunta: “Meu marido me odiará por eu ser inteligente?”

Ele responde: “Minha filha, não há homem que possa suportar a superioridade da mulher que dorme com ele na cama. És muito sagaz, mas ouça o que te digo: aplica o teu espírito a tarefa de tornar meu filho feliz. Aprende a usar o amor que já existe em você”.

Ouvindo a toda hora a triste constatação de falta de pulso de pessoas que fico conhecendo: não tenho tempo, reflito na grande perda de comunicação entre pais e filhos ou entre parentes afins.

(ainda não tive a alegria de caminhar ao lado de um filho ou neto, no caminho se conversa tanto!)

Como faz falta uma palavra!  



publicado por joseadal às 02:24
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