Domingo, 09 de Março de 2014

Meu amigo Sérgio Oliveira e a esposa trabalham com casais católicos e um dia desses me falou de como tantos casamentos estão terminando logo após a cerimônia.

- E gastam um dinheirão com a festa, Zé.

No livro de Milan Kundera que estou lendo, encontrei este pensamento: “Todas as situações capitais da vida acontecem uma vez e são sem retorno. O homem precisa ser plenamente consciente desse não-retorno. Que não trapaceie. Que não faça de conta que não sabia bem o que estava fazendo”.

Porém, tem uma atenuante. Diz, falando de um casamento tradicional na antiga Tchecoslováquia (p. 196): “Nessa cerimônia o patriarca era a alma da festa. Sempre foi assim. O futuro marido nunca foi o sujeito do próprio casamento. Ele não se casava. Casavam-no. O casamento tomava conta dele [e dela] e o conduzia como uma grande onda. Não competia a ele agir. Nem ao patriarca, falando francamente. É a tradição ancestral que passa pelos homens, em cada geração, carregando-os em sua macia correnteza”.

Assim, ele ou ela, passado toda a correria da festa e da lua-de-mel, caem em si e dizem: Bem que quis desistir antes, mas não deu.



publicado por joseadal às 00:26
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